Apesar das turbulências no mercado de semicondutores, o PlayStation 6 parece manter seu cronograma original. Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, afirmou em entrevista ao podcast The Game Business que a atual escassez de componentes de memória e armazenamento não deve atrasar a chegada da próxima geração de consoles.
A fala de Zelnick serve como um contraponto otimista a rumores recentes que preocuparam a comunidade gamer:
- Janeiro: O analista David Gibson (MST International) sugeriu que a crise de suprimentos empurraria o lançamento do PS6 para além das expectativas iniciais.
- Fevereiro: Uma reportagem da Bloomberg indicou que a Sony estaria cogitando internamente adiar o console para 2028 ou 2029, distanciando-se da janela prevista de 2027.
- Concorrência: No lado da Microsoft, a confirmação na GDC de que os kits de desenvolvimento do Project Helix só chegam em 2027 reforçou a tese de que a nova geração pode demorar a decolar.
Por que a fala de Zelnick tem peso?
Como líder de uma das maiores gigantes da indústria — que pode se tornar a maior publicadora independente dos EUA caso a venda da EA por US$ 55 bilhões seja concretizada — Zelnick possui informações privilegiadas sobre os planos de hardware da Sony e da Microsoft.
“Não vemos isso afetando a entrega dos consoles ao mercado”, declarou o executivo de forma categórica.
Além de tranquilizar os fãs sobre o hardware, Zelnick aproveitou a mesma entrevista para reiterar sua visão artística sobre o setor, afirmando que a inteligência artificial ainda está longe de conseguir replicar a complexidade e a escala de um título como GTA 6.





