Lançado no encerramento de setembro na Netflix, o filme Unabomber contrariou a recepção morna da crítica especializada e transformou-se em um estrondoso fenômeno de público na plataforma. Para ilustrar o alcance da obra, apenas nos primeiros dias da semana de 28 de setembro, a produção acumulou quase 25 milhões de reproduções.
Conforme as estatísticas oficiais compartilhadas pelo serviço de streaming, o projeto dirigido por Janus Metz Pedersen registrou exatamente 24,9 milhões de visualizações no período avaliado. Esse desempenho expressivo garantiu o primeiro lugar isolado no ranking geral de produções mais consumidas da empresa.
O montante sinaliza um salto impressionante de 51% em comparação à semana de lançamento, que já havia estreado com 14,4 milhões de acessos. De acordo com o portal The Wrap, os demais concorrentes que figuram nas primeiras posições de outras categorias do catálogo não conseguiram ultrapassar a marca de 7 milhões de visualizações individuais.
O contraste entre a crítica e a preferência do público
O sucesso estrondoso de Unabomber intriga analistas, visto que o filme amargou avaliações desfavoráveis por parte dos críticos. No agregador Rotten Tomatoes, por exemplo, o título detém apenas 24% de aprovação, com ressalvas apontando fragilidades no roteiro e uma simplificação excessiva dos fatos reais.
Encabeçado por um elenco de peso que traz Russell Crowe, Jacob Tremblay e Shailene Woodley, o enredo retrata a trajetória de Ted Kaczynski, desde sua juventude como prodígio acadêmico em Harvard até sua guinada para o isolamento e o terrorismo doméstico por meio de atentados à bomba.

Mesmo com críticas negativas, Unabomber faz sucesso na Netflix com caso real de terrorista (Divulgação/Netflix)
A narrativa transita entre duas eras distintas: a juventude de Ted (vivido por Tremblay), recrutado aos 16 anos e submetido a experimentos psicológicos controversos pelo professor Henry Murray (Crowe), e os anos 1990, acompanhando a intensa caçada conduzida por uma agente do FBI para neutralizar o criminoso.
O fascínio contínuo por narrativas de crimes reais (true crime) e o apetite do assinante por tramas de suspense com fortes ganchos dramáticos ajudam a explicar a discrepância. Mesmo diante de resenhas negativas, a curiosidade em torno da figura histórica e a vontade de formar uma opinião própria pesaram a favor do longa no catálogo.





