Após o vazamento ocorrido um dia antes da estreia oficial, a Sony apresentou formalmente a FX5, seu mais recente lançamento voltado à família Cinema Line, focado em criações audiovisuais de alto nível.
O equipamento desembarca no cenário corporativo munido de um sensor full-frame empilhado, capacidade de filmagem RAW nativa, compatibilidade com o padrão Open Gate e tecnologias de ponta para captação de imagens. A companhia japonesa antecipou igualmente a faixa de preço prevista para o mercado brasileiro, com cifras iniciais na casa dos R$ 27 mil.
O grande trunfo técnico da FX5 reside no inovador componente fotossensível CMOS Exmor RS full-frame empilhado, associado ao motor de processamento BIONZ XR2 e a um chip exclusivo para processamento de inteligência artificial.
De acordo com as especificações oficiais, o dispositivo assegura uma amplitude dinâmica superior a 15 passos (stops) no modo S-Log3, operando com um sistema de triplo ISO nativo nos patamares de 800, 4.000 e 12.800. O arranjo visa garantir ampla versatilidade em cenários variados de luminosidade.
Inovando na série FX, o equipamento incorpora o modo Open Gate, aproveitando integralmente a superfície do sensor sob a proporção 3:2.
Outro salto tecnológico importante é a capacidade de registrar conteúdos internamente no formato proprietário X-OCN (RAW), dispensando o uso tradicional de gravadores acoplados externamente.
Resolução de até 5K e modos de câmera lenta em 4K
A nova máquina suporta filmagens em resolução 5K na frequência máxima de 60 quadros por segundo. O dispositivo também executa gravações em 4K a 120 fps e Full HD a 240 fps, viabilizando efeitos de câmera lenta com altíssima definição.
Adicionalmente, a marca sinalizou que melhorias futuras de firmware expandirão as funções da câmera, viabilizando captura em X-OCN a 240 fps e novas variações do modo Open Gate.
A inteligência artificial assume papel central no aperfeiçoamento do foco automático, utilizando algoritmos avançados de reconhecimento visual.
A estrutura de software identifica com precisão olhos, faces, crânios e a postura humana, assegurando o travamento do foco mesmo em dinâmicas complexas. A ferramenta opera de maneira integrada com a tecnologia Real-time Tracking, reconhecida nas demais linhas de imagem da empresa.
Completam o conjunto ferramentas sofisticadas de supressão de ruído digital e suporte nativo a lentes do tipo anamórfico, muito requisitadas em produções cinematográficas.
Estrutura portátil e complementos inéditos
Mesmo reunindo especificações de padrão cinematográfico, a carcaça da FX5 preserva dimensões compactas. O chassi abriga um mecanismo de estabilização óptica em cinco eixos, além de recursos eletrônicos voltados a mitigar trepidações em tomadas realizadas com a câmera na mão.
Paralelamente, a multinacional introduziu dois complementos opcionais: o visor digital OLED removível DVF-EL1, dotado de cerca de 7 milhões de pontos de resolução, e o módulo de áudio XLR-H2, capaz de capturar som em qualidade de até 96 kHz com ponto flutuante de 32 bits de forma direta.
A conectividade abrange porta de rede LAN, entradas USB-C duplas, suporte a fornecimento de energia via cabo (USB PD) e compatibilidade com a nova bateria NP-SA100.
A comercialização da FX5 foi oficializada para o dia 22 de julho de 2026. Em solo nacional, o conjunto ILME-FX5, que inclui o adaptador de áudio XLR, custará cerca de R$ 30 mil, enquanto a edição ILME-FX5B, disponibilizada apenas com o corpo principal, circulará por aproximadamente R$ 27 mil.





