ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Novo robô canino da China assume idas ao supermercado e faz compras sozinho

A premissa de mandar um animal de estimação buscar itens na rua transformou-se em realidade tecnológica na China. A plataforma de pagamentos Alipay revelou uma inovação que capacita um cão robótico a receber orientações, adquirir mercadorias e liquidar contas de forma autônoma em benefício de seu dono.

Batizada de “AI Pay – Inteligência Incorporada”, a solução nasceu da colaboração com a Gaode Dongliang e foi acoplada ao autômato canino Tutu. Nos espaços digitais do país asiático, o projeto logo recebeu a alcunha bem-humorada de “Dog-leg Pay”, evocando a figura do mensageiro de recados cotidiano.

Operacionalmente, a máquina compreende uma comanda, realiza um trajeto curto e finaliza a transação financeira, emulando a clássica missão de “comprar molho de soja” — jargão popular chinês utilizado para designar tarefas e compras rápidas de rotina.

Apesar da excentricidade da proposta, a empresa assegura que o autômato não possui autonomia financeira irrestrita. As aquisições e transferências monetárias obedecem rigidamente aos limites de crédito e às ordens estipuladas pelo usuário humano.

Para assegurar tal governança, a ferramenta emprega a arquitetura de segurança comercial APASS, criada pelo Ant Group. A metodologia adota o princípio KYA (Know Your Agent, ou Conheça o seu Agente), estrutura voltada a blindar e monitorar as ações financeiras executadas por inteligências artificiais.

O objetivo é certificar não só a habilidade técnica da IA em transacionar valores, mas também a identidade do agente, seu propósito, suas alçadas de liberação e seu comportamento ao longo do processo de compra.

Robô tem tecnologia sofisticada para pagar pelos produtos dentro de um limite pré-estabelecido (Divulgação/Alipay)

Carteira digital dedicada a IAs

A revelação também pavimenta o caminho para um novo produto. De acordo com a companhia, o Alipay planeja introduzir um sistema de carteira voltado para agentes inteligentes, concebido para auxiliar os consumidores no gerenciamento das finanças movimentadas por softwares autônomos.

O avanço sinaliza um marco evolutivo para os chamados agentes físicos, que integram inteligência artificial a estruturas robóticas capazes de atuar fisicamente no mundo real. Em vez de se limitarem a responder a comandos em telas, esses sistemas ganham a aptidão de cumprir demandas práticas, como buscar itens e pagar por eles.

Embora o experimento chinês esteja restrito a pequenas demandas do dia a dia, a fusão entre robótica avançada, algoritmos inteligentes e pagamentos eletrônicos amplia o leque de funções que as máquinas podem assumir em prol de seus donos.

WhatsApp