Em uma decisão decisiva nesta quinta-feira (23), os acionistas da Warner Bros. Discovery deram sinal verde para a venda da companhia à Paramount. O negócio, avaliado em US$ 31 por ação, atinge a marca de US$ 111 bilhões quando somadas as dívidas, consolidando um dos maiores movimentos do setor de entretenimento.
Próximos Passos e Portfólio Gigante
A operação agora entra na fase de análise regulatória pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e órgãos de concorrência europeus. A expectativa é que a transação seja finalizada no terceiro trimestre de 2026.
Com a conclusão, a Paramount (sob o comando da Skydance, de David Ellison) passará a controlar um império que inclui:
- Warner: HBO Max, CNN, Discovery, Food Network e franquias como Harry Potter e Game of Thrones.
- Paramount: CBS, Nickelodeon, Comedy Central e o streaming Paramount+.
O Revés de David Zaslav
Apesar do apoio à venda, os acionistas demonstraram insatisfação com a liderança atual ao rejeitarem o pacote de saída de US$ 800 milhões destinado ao CEO David Zaslav. Embora a votação seja consultiva e não obrigue a empresa a cancelar o pagamento, o resultado envia um forte sinal de desaprovação às cifras bilionárias de indenização.
A Disputa com a Netflix
A vitória da Paramount encerra uma novela que se arrastava desde o fim de 2025. Inicialmente, a Warner tentou um acordo com a Netflix que envolvia apenas estúdios e streaming. No entanto, a Paramount realizou uma oferta hostil por toda a estrutura da empresa (incluindo canais de TV paga), levando a Netflix a desistir da disputa e deixando o caminho livre para a Skydance.

A Warner é dona de diversas franquias gigantes do entretenimento (Imagem: Gustavo Gerdel/Wikimedia Commons)
Impacto no Consumidor: O que esperar?
A fusão promete mudanças drásticas para o público, com pontos positivos e alertas de especialistas:
- Streaming Unificado: Há uma forte possibilidade de fusão entre HBO Max e Paramount+ em uma única plataforma.
- Conteúdo nos Cinemas: David Ellison prometeu o lançamento de 30 filmes por ano e uma janela de exclusividade de 45 dias nos cinemas.
- Custos e Estrutura: Documentos indicam cortes de gastos e demissões em áreas sobrepostas. Críticos alertam que a menor concorrência pode resultar em aumento nos preços das assinaturas e menor diversidade de produções.
Financiamento: O negócio conta com o suporte de fundos soberanos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Contudo, esses investidores atuarão apenas como financiadores, sem direito a voto nas decisões da nova companhia.





