Para Thierry Dansereau, diretor de arte veterano da Ubisoft, o segredo da longevidade de Assassin’s Creed reside em sua capacidade única de reconstruir o passado. Com experiência em títulos como Syndicate, Odyssey e o novo Shadows, o executivo define a história não apenas como cenário, mas como um vasto “campo de possibilidades” para o entretenimento e o aprendizado.
Uma máquina do tempo digital
O grande trunfo da série, segundo Dansereau, é permitir que o público visite lugares que deixaram de existir no mundo real. Essa reconstrução minuciosa oferece aos jogadores uma liberdade que os livros de história não conseguem proporcionar: a de explorar monumentos e cidades antigas no seu próprio ritmo.
“É uma forma de revisitar lugares que marcaram momentos da vida humana. Os videogames permitem que você vivencie a história à sua maneira”, afirma o diretor.
O videogame como ferramenta de ensino
Embora os jogos misturem ficção e drama, a base histórica sólida serve como um gatilho para a curiosidade. O impacto educativo da franquia é tão real que casos de professores utilizando o game em sala de aula — como para explicar a Revolução Industrial — tornaram-se virais.
Para potencializar esse lado pedagógico, a Ubisoft desenvolveu o modo Discovery Tour. Nele, o combate é removido para dar lugar a uma experiência puramente educativa, transformando os mapas detalhados em verdadeiros museus interativos onde o foco total é a exploração cultural e histórica.
O diferencial da franquia
Para Dansereau, essa mistura de rigor histórico com interatividade é o que torna a marca tão impactante. Ao unir conhecimento real com a diversão dos mundos abertos, Assassin’s Creed deixa de ser apenas um jogo de ação para se tornar uma plataforma de preservação da memória da humanidade.





