Veículos da marca de Elon Musk voltaram a ocupar o centro das atenções após uma colisão fatal. Na ocasião, um Model 3 desrespeitou a sinalização de parada em um cruzamento e atingiu um Honda Civic conduzido por um idoso de 82 anos. O motorista do outro veículo não resistiu aos ferimentos, enquanto o condutor e os três ocupantes do carro da Tesla precisaram de atendimento hospitalar.
Embora o registro policial inicial tenha tratado o caso como erro humano, investigações do portal Electrek ratificadas pela agência reguladora NHTSA comprovaram que o recurso de direção assistida Autopilot estava acionado durante a batida.

O carro envolvido na colisão foi um Model 3 (Divulgação/Tesla)
Em resposta, a empresa evitou divulgar informações do inquérito sob o argumento de sigilo comercial, blindando inclusive detalhes sobre a liberação da Condução Autônoma Total (FSD) no local. O episódio reabriu discussões cruciais a respeito da segurança dessa tecnologia e do grau de responsabilidade da companhia em acidentes automobilísticos.
Histórico de controvérsias e o peso do nome FSD
Não se trata do primeiro imbróglio judicial envolvendo a const اضמ (montadora): em 2019, a companhia arcou com uma indenização milionária na Flórida após um atropelamento com vítima fatal, argumentando na época que punições severas poderiam frear inovações voltadas para o trânsito.
Por outro lado, defensores de vítimas apontam imprudência da fabricante por disponibilizar funções autônomas em vias não monitoradas. Analistas também ressaltam que o termo “Full Self-Driving” induz os condutores a um falso senso de proteção, fazendo com que reduzam a vigilância na estrada.
Para completar, o ceticismo em relação a essas ferramentas de assistência ao motorista atinge até mesmo o público interno, alcançando os próprios colaboradores da empresa.





