Relatório recente da Check Point Research (CPR) aponta que o Brasil enfrentou, durante o mês de junho, uma média semanal de 4.001 investidas cibernéticas por organização, um crescimento de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Este índice coloca o Brasil em um patamar superior à média global, que contabilizou 2.270 ataques semanais por empresa. No âmbito nacional, o segmento governamental foi o principal alvo em junho, vindo na sequência os setores de Bens e Serviços de Consumo e o de Energia e Serviços Públicos.
Em escala mundial, houve um incremento de 10% no número de ataques em comparação a maio e de 17% frente ao ano passado. A análise da CPR destaca que essa tendência de alta, observada em diversos mercados, indica que a disseminação dessas ameaças não está restrita a uma área ou indústria específica.
América Latina sob maior risco
A América Latina manteve sua posição como o alvo principal de ataques globais em junho, registrando, em média, 3,5 mil tentativas semanais por organização — um salto de 27% ante junho de 2025.
Logo abaixo na lista estão a região da Ásia-Pacífico (3.060 ataques semanais) e a África (3.008 ataques semanais). A Europa e a América do Norte também apresentaram elevação nas estatísticas anuais, com crescimentos de 22% e 14%, respectivamente.
Além disso, a América Latina lidera um índice preocupante envolvendo o uso corporativo de Inteligência Artificial (IA) generativa: 5,2% dos comandos (prompts) disparados a partir de redes empresariais na região foram categorizados como de alto risco para o vazamento de dados confidenciais, superando a média mundial de 3,9%.
O estudo ressalta que esse perigo decorre, em grande parte, de informações inseridas pelos próprios colaboradores — como dados financeiros, registros de clientes, documentos corporativos e detalhes de infraestrutura. Em todo o mundo, 85% das empresas que adotam o uso recorrente de ferramentas de IA generativa já identificaram atividades de alto risco desse tipo.





