Empresa desenvolve tinta inovadora que camufla veículos à noite

FOTO: FREEPIK/CC

Conduzir um automóvel que praticamente desaparece no escuro parece roteiro de cinema, mas essa inovação está prestes a se concretizar. Uma companhia sediada em Singapura apresentou um revestimento inovador que retém 99,9% da luminosidade visível. A intensidade desse pigmento escuro é tão profunda que oculta as linhas e o relevo do automóvel, dando a impressão de que um “vazio absoluto” está se deslocando pela via.

A criação é do Nipsea Group, que uniu nanotubos de carbono a componentes específicos para atingir esse patamar. O projeto se baseou em substâncias ultra-absorventes já conhecidas, como o Vantablack, por sua retenção extrema de luz, mas foi reformulado especificamente para o setor de transportes.

De acordo com os desenvolvedores, o composto já superou avaliações de durabilidade sob condições de alta umidade, provando a consistência necessária para a produção fabril. O lançamento no mercado está previsto para ocorrer inicialmente em automóveis de alto padrão no mercado chinês, sublinhando o aspecto premium do produto.

Os dilemas de segurança da cobertura superescura

Embora o resultado estético seja surpreendente, o uso dessa tecnologia em frotas convencionais acende um alerta. Uma das principais desvantagens é a retenção térmica elevada, o que tende a superaquecer o habitáculo do carro. Somado a isso, o sumiço visual dos automóveis em trajetos noturnos pode gerar riscos no trânsito, demandando novas medidas de proteção.

Tinta ultrapreta desenvolvida pelo Nipsea Group pode deixar carro “invisível” à noite (Imagem: Reprodução/Matter &Light)

A manufatura em massa também representa um gargalo. Trabalhar com volumes expressivos de nanotubos de carbono exige métodos de engenharia complexos e investimentos pesados, restringindo o acesso imediato do público geral à novidade.

Ainda assim, a equipe científica coordenada por Zhiwei Liu continua empenhada em elevar o índice de absorção luminosa, ajustando a densidade dos nanotubos no composto. Caso solucionem esses entraves, a substância promete revolucionar a estética dos automóveis, transformando a pintura em uma verdadeira ferramenta tecnológica.

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