Em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, um homem de 36 anos foi detido preventivamente sob a acusação de arquitetar o assassinato do próprio filho, uma criança de 8 anos. O plano veio à tona após o suspeito relatar suas intenções na plataforma de inteligência artificial ChatGPT, conforme informações da Polícia Civil.
Desdobramentos do caso e cooperação internacional
A descoberta do plano começou em território americano. Ao detectar o teor da conversa, a OpenAI, empresa responsável pelo chatbot, notificou o FBI. A agência federal dos EUA repassou o alerta às autoridades federais brasileiras, que acionaram imediatamente a Polícia Civil capixaba.
A captura do suspeito ocorreu no dia 19, exatamente 24 horas antes do momento em que o crime estava programado para acontecer. Por razões legais, o nome do homem foi preservado.
O inquérito policial continua em andamento, e o celular do acusado foi apreendido para exames periciais. Até o momento, ele poderá ser indiciado por tentativa de homicídio, incitação à criminalidade e ameaça. Em seu depoimento, o homem alegou que nunca teve a real intenção de ferir a criança.
As revelações feitas ao ChatGPT
As investigações apontam que a motivação por trás do crime seria a recusa em arcar com a pensão alimentícia do menino.
Nas interações com a IA, o investigado mencionou que já possuía uma corda, uma arma de fogo e cianeto (uma substância altamente venenosa). Ele também confidenciou ao chat que chegou a procurar um executor profissional, mas o homem contratado teria rejeitado o serviço ao descobrir que o alvo era um menor de idade.
Ainda de acordo com os relatórios policiais, o plano do suspeito não se limitava ao filho: as mensagens indicavam que ele também projetava realizar um atentado com múltiplas vítimas.





