Toyota estuda parceria com montadoras chinesas para expandir elétricos no Brasil

FOTO: DIVULGAÇÃO/TOYOTA

O famoso jargão “se não pode vencê-los, junte-se a eles” encaixa-se perfeitamente no momento atual da Toyota. A maior montadora do mundo, que até então adotava uma postura bastante tímida em relação aos veículos movidos a bateria — sobretudo no cenário nacional —, parece estar mudando de rumo.

Seguindo os passos de concorrentes como Stellantis, Renault e Chevrolet, que já buscaram suporte na China para encorpar suas frotas, a companhia japonesa agora estuda de forma concreta a mesma estratégia. No evento de estreia do bZ4X (o primeiro utilitário 100% elétrico da fabricante em solo brasileiro), a diretoria da empresa admitiu que avalia a importação de novos integrantes da linha bZ, desenvolvidos em parceria com o ecossistema automotivo chinês.

Na lista de cotados para desembarcar no Brasil figuram o bZ3X, um utilitário esportivo de porte médio equivalente ao RAV4, e o bZ3, um sedã eletrificado visto internamente como o sucessor espiritual do Corolla. Ambos os automóveis já rodam nas ruas da China e cruzariam o oceano rumo ao mercado brasileiro mesmo diante do reajuste da alíquota de importação para 35%, previsto para entrar em vigor em julho de 2026.

Os detalhes das apostas eletrificadas da Toyota

Lançamento do bZ4X pode ter iniciado nova época para elétricos da marca no Brasil (Imagem: Divulgação/Toyota)

Por conta do forte apelo que os utilitários têm com o consumidor brasileiro, o bZ3X desponta como o principal candidato a estrear por aqui. Construído sobre a mesma base mecânica do GAC Aion V, o SUV conta com pacotes de baterias de 50 kWh, 58,4 kWh e 67,9 kWh, entregando um alcance que varia de 430 km a 610 km. Sua cavalaria oscila entre 204 cv e 224 cv.

Por sua vez, o bZ3 representa o segmento de sedãs e traz um coração elétrico projetado em conjunto com a BYD. O modelo dispõe de duas motorizações distintas (de 184 cv ou 245 cv) associadas a uma bateria de 71,4 kWh, conjunto capaz de render uma autonomia na casa dos 500 km. Essa fusão simboliza o plano da montadora de injetar a expertise tecnológica chinesa em sua consagrada reputação.

O portfólio de projetos compartilhados não para por aí: o sedã de grande porte bZ7 e o SUV bZ5 (posicionado acima do Corolla Cross) também estão no radar. Toda essa movimentação — sustentada por laços com gigantes orientais como BYD, FAW e GAC — sinaliza que a Toyota decidiu acelerar o passo rumo à eletrificação global por meio de cooperações estratégicas.

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