A Rockstar Games pegou o público desprevenido ao revelar que as cópias físicas de GTA 6 não trarão mídias físicas tradicionais. Aproveitando a repercussão do caso, a Insomniac Games veio a público nesta quarta-feira (24) para assegurar que a edição de colecionador de Marvel’s Wolverine virá acompanhada de um Blu-ray de verdade.
A confirmação surgiu após o questionamento de um internauta sobre o formato do produto: “O game virá em mídia física real ou será apenas um código na embalagem?”. O jogador fazia menção à prática recente de vender caixas contendo apenas vouchers de download, estratégia adotada em títulos como Starfield no Xbox e no próprio GTA 6. Sem hesitar, o estúdio esclareceu: “A edição em caixinha trará um disco dentro.”
Na mesma publicação, outro fã indagou se o conteúdo de Marvel’s Wolverine estará totalmente gravado no disco e se o título “funcionará de forma totalmente offline”. Essa pergunta específica, contudo, ainda não recebeu um posicionamento oficial da Insomniac.
A comercialização de jogos em formato físico tem passado por profundas mudanças desde a consolidação das lojas virtuais nos videogames. Debates envolvendo a conservação da história dos games, o desempenho técnico dos softwares e a obrigatoriedade de conexão com a rede ganharam ainda mais força com a recente decisão da Rockstar.

Arte da capa de GTA 6 (Divulgação/Take-Two Interactive)
De acordo com analistas de mercado consultados pelo site Eurogamer, o principal motivo para a ausência de um disco em GTA 6 é barrar o mercado de jogos usados, impedindo o comércio de segunda mão entre os jogadores. Adicionalmente, as distribuidoras buscam ter maior domínio sobre os valores cobrados e mitigar o risco de spoilers, evitando que lojas físicas distribuam o produto antes do dia oficial.
O declínio do formato tradicional
À medida que as grandes publishers priorizam o mercado digital, o formato físico — que liderou o comércio de jogos até os anos 2010 — caminha a passos largos para o fim. Dados compartilhados no começo deste ano por Matt Piscatella, especialista e conselheiro do setor na Circana, indicam que o faturamento com mídias físicas registrou o pior desempenho comercial desde 1995.





