Aprovação regulatória dos EUA deve liberar compra da Warner pela Paramount

Os órgãos de defesa da concorrência nos Estados Unidos devem dar sinal verde para a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, um negócio avaliado em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 558,2 bilhões). A informação foi divulgada pelo portal Semafor na última terça-feira (26), com base em relatos de fontes próximas às negociações, após uma reunião de duas horas realizada no Departamento de Justiça dos EUA (DoJ).

No encontro, o CEO da Paramount, David Ellison, reforçou a promessa de manter o foco nos lançamentos cinematográficos. Os defensores do DoJ pareceram aceitar os argumentos da liderança da Paramount de que a fusão não traria prejuízos para os estúdios concorrentes ou para os profissionais do setor.

Bastidores da investigação e os temores do mercado

A transação bilionária atrai os olhares atentos de Hollywood e de Wall Street. Embora prometa unir franquias históricas do entretenimento, a fusão acende um alerta sobre o risco de cortes massivos de vagas de emprego no cinema e na TV.

  • Ações de fiscalização: Em março, o Departamento de Justiça já havia emitido intimações para aprofundar a investigação. O foco estava em entender os impactos do acordo na produção dos estúdios, direitos de transmissão, concorrência no streaming e o reflexo direto nas salas de cinema.
  • Resistência da classe artística: O projeto de fusão enfrenta forte oposição de grandes nomes da indústria. Artistas como Jane Fonda, J.J. Abrams e Mark Ruffalo assinaram, junto a cerca de 3,5 mil profissionais, um manifesto alertando que a união reduzirá o mercado para os criadores, eliminará postos de trabalho e encarecerá os serviços para o público.

Pressão pelo fechamento do negócio

Para garantir a dianteira contra a concorrência da Netflix, a Paramount vem acelerando o ritmo das negociações. Como estratégia para acalmar os investidores, a empresa se comprometeu a pagar uma “taxa trimestral” de US$ 0,25 (R$ 1,27) por ação aos acionistas da Warner Bros. a partir de outubro, caso a conclusão do negócio atrase além desse prazo.

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