Uma das maiores ofensivas internacionais contra o cibercrime, a Operação Alice, resultou na desativação de 373 mil sites ilegais e na apreensão de mais de 100 servidores. A ação, liderada pela Europol em conjunto com a polícia alemã e agências de 23 países, mirou uma vasta infraestrutura de serviços criminosos controlada por um homem de 35 anos, localizado na China.
Estrutura e Modus Operandi
A rede utilizava a plataforma “Alice with Violence CP” como base para hospedar conteúdos extremamente graves, incluindo materiais de abuso sexual infantil e serviços de estelionato. Para burlar a fiscalização, o suspeito adotava uma estratégia de “sites efêmeros”: milhares de páginas de curta duração eram criadas constantemente, dificultando o rastreamento das autoridades.
O rastro financeiro e as vítimas
Além do conteúdo ilícito, a investigação revelou um esquema lucrativo de golpes envolvendo criptomoedas:
- Faturamento estimado: Mais de € 345 mil (cerca de R$ 1,9 milhão).
- Vítimas de golpes: Aproximadamente 10 mil clientes que pagaram por pacotes ilegais e tiveram seus valores roubados.
- Anúncios enganosos: A rede atraía usuários com ofertas de serviços fraudulentos para coletar ativos digitais.
Desdobramentos da investigação
Embora a infraestrutura principal tenha sido interrompida no início de março, o caso segue em aberto. Até o momento, a Europol já detectou 440 indivíduos que utilizaram a plataforma, e mais de 100 investigações específicas derivadas desse monitoramento ainda estão em curso.
A apreensão de dispositivos eletrônicos deve fornecer novas provas sobre a extensão da rede e possíveis cúmplices ao redor do mundo.





