O Nubank deu um passo histórico em sua estratégia de internacionalização ao anunciar, nesta quinta-feira (29), que recebeu a aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda (OCC) para operar como banco nos Estados Unidos. A autorização permite o nascimento do Nubank N.A., instituição que poderá oferecer depósitos, cartões de crédito, empréstimos e serviços de custódia de criptoativos em solo norte-americano.
A nova fase será liderada pela cofundadora Cristina Junqueira, que assume o comando da operação nos EUA. Outro nome de peso na estrutura é o de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, que presidirá o conselho de administração da nova subsidiária.
Visão Estratégica e Liderança
Para David Vélez, fundador e CEO da Nu Holdings, a aprovação valida o modelo digital da fintech em escala global. Embora o foco permaneça nos mercados consolidados (Brasil, México e Colômbia), a licença federal americana é vista como o início da “próxima geração bancária” no país.
Cristina Junqueira reforçou que o aval do OCC é um marco para tornar o Nubank uma instituição sólida, competitiva e totalmente em conformidade com as rigorosas normas dos EUA.
Próximos passos e Cronograma
Apesar da conquista, a licença ainda é condicional. Para abrir as portas ao público, o Nubank precisa seguir os seguintes prazos e requisitos:
- Novas aprovações: Obter o sinal verde do Federal Reserve e do FDIC (seguro de depósito).
- Capitalização: Realizar o aporte de capital necessário em até 12 meses.
- Lançamento: Iniciar as operações comerciais em um prazo de até 18 meses.
- Hubs Físicos: A estrutura contará com centros estratégicos em Miami, Virgínia, Carolina do Norte e na região do Vale do Silício.
Desempenho Global e Expansão
O anúncio ocorre em meio a resultados financeiros recordes. No terceiro trimestre de 2025, o Nubank atingiu uma receita de US$ 4,2 bilhões (salto de 39% em um ano) e alcançou a marca de 127 milhões de clientes.
Além da movimentação nos EUA:
- México: A subsidiária Nu México aguarda o aval final para operar como banco após aprovação inicial em abril de 2025.
- Brasil: A fintech planeja obter a licença bancária plena em território nacional ainda em 2026.





