O Irã entra nesta segunda-feira (12) no seu quarto dia consecutivo de isolamento digital, totalizando 84 horas sem acesso à internet. O bloqueio, que teve início na última quinta-feira (9), foi imposto pelo governo como resposta a uma onda de protestos populares que desafia o regime do aiatolá Ali Khamenei.
Confira os detalhes sobre a crise e a possível movimentação internacional:
Apagão digital e repressão aos protestos
De acordo com o monitoramento da ONG Netblocks, a interrupção afeta tanto a internet quanto o sinal de telefonia. A medida visa conter as mobilizações que começaram em Teerã e se espalharam pelo país, motivadas pela crise econômica e pela permanência de 35 anos de Khamenei no poder.
- Impacto Humanitário: Ativistas e organizações internacionais estimam que o número de mortos nos confrontos já ultrapassa 500 pessoas.
- Posicionamento do Irã: O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, alegou que as manifestações estão sendo instrumentalizadas para provocar uma intervenção militar dos EUA, embora não tenha apresentado evidências. Ele afirma que o governo já detém o controle da situação.
Trump e Musk: Uma possível intervenção tecnológica
A gravidade do bloqueio levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a sinalizar uma possível intervenção externa para restaurar a conectividade dos iranianos.
- Parceria com Elon Musk: No último domingo (11), Trump afirmou que pretende discutir o assunto com o bilionário. Ao ser questionado se utilizaria a Starlink (serviço de internet via satélite da SpaceX), o presidente não confirmou os detalhes técnicos, mas elogiou a capacidade de Musk, afirmando que ele “é muito bom nesse tipo de coisa”.
- Silêncio Oficial: Até o momento, nem a Casa Branca nem os representantes da SpaceX responderam a pedidos de comentários adicionais feitos pela agência Reuters.





