Um relatório da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), divulgado pelo The Wall Street Journal, revelou que a explosão de um protótipo da Starship, da SpaceX, quase causou uma tragédia aérea. O incidente ocorreu em 16 de janeiro deste ano, quando fragmentos da nave caíram próximos a três aeronaves na região do Caribe, colocando em risco a vida de mais de 400 pessoas.
Manobras de emergência no Caribe
O evento envolveu aeronaves da JetBlue, Iberia Airlines e um jato executivo. Diante da ameaça dos destroços, os pilotos enfrentaram situações críticas:
- Emergência de combustível: Os três voos declararam estado de emergência e precisaram atravessar a zona de exclusão aérea (bloqueada para o teste espacial) para garantir o pouso seguro.
- Queda prolongada: A investigação detalha que os detritos caíram sobre o território caribenho por um intervalo de 50 minutos.
- Impacto logístico: O incidente causou atrasos em diversos voos que decolavam da Flórida no dia do teste.
Reações e divergências
As companhias aéreas minimizaram o perigo em declarações oficiais. A JetBlue afirmou ter evitado as áreas de risco, enquanto a Iberia declarou que sua aeronave só cruzou a região após a queda dos fragmentos.
Por outro lado, a SpaceX, liderada por Elon Musk, reagiu de forma defensiva. Embora tenha evitado comentários iniciais, a empresa posteriormente classificou a reportagem como “enganosa” e baseada em informações incompletas. Vale notar que, desde o ocorrido, a SpaceX realizou outros três testes com a Starship, focando em desintegrações controladas próximas ao local de pouso.
Falhas na fiscalização
O relatório também destaca uma hesitação regulatória. Após o caso, a FAA chegou a criar um painel de especialistas em março para reavaliar os riscos de detritos espaciais em caráter de urgência. Entretanto, o grupo teve suas atividades suspensas em agosto, sem uma conclusão definitiva sobre novas medidas de segurança.





