Em um marco histórico para a medicina e a tecnologia, o órgão regulador de medicamentos da China aprovou o primeiro sistema de interface cérebro-computador (BCI) para uso comercial no mundo. O dispositivo, desenvolvido pela empresa Borui Kang Medical Technology, de Xangai, foi projetado para devolver a mobilidade das mãos a pacientes com quadros graves de paralisia.
Como funciona a tecnologia
Diferente de outros modelos, este BCI é classificado como invasivo, pois os eletrodos são inseridos diretamente no cérebro. No entanto, a técnica utilizada é a implantação extradural, considerada minimamente invasiva.
- Conectividade: O sistema opera via tecnologia sem fio.
- Aplicação Prática: O foco principal são pacientes com tetraplegia decorrente de lesões na medula espinhal cervical.
- O Resultado: O chip permite que o usuário controle uma luva robótica para realizar movimentos essenciais, como agarrar objetos.
Critérios para o uso comercial
Nem todos os pacientes estão aptos para a tecnologia neste momento inicial. A regulamentação chinesa estabelece critérios específicos:
- Idade: Entre 18 e 60 anos.
- Condição Clínica: Lesão medular estável por pelo menos seis meses após tratamentos convencionais, com diagnóstico realizado há mais de um ano.
- Perfil Motor: Pacientes que mantêm alguma função nos braços, mas perderam totalmente a capacidade de preensão manual (fechar as mãos).
O Futuro da Indústria
A aprovação reflete a estratégia de Pequim, que listou os BCIs como uma “indústria do futuro” em seu plano de desenvolvimento nacional. Embora a venda já tenha sido autorizada, especialistas estimam que levará de três a cinco anos para que a tecnologia alcance o uso prático e em larga escala pela população chinesa.





