O Google desativou uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada ao seu buscador que destacava opiniões e relatos de usuários comuns sobre saúde. A decisão, reportada pelo jornal The Guardian, encerra o modo “What People Suggest” (“O que as pessoas sugerem”), lançado originalmente no ano passado.
Como o recurso funcionava
A ferramenta utilizava IA para rastrear comentários em plataformas como Reddit, X (antigo Twitter) e fóruns de discussão. O objetivo era apresentar experiências reais de pessoas que passaram por condições médicas ou tratamentos semelhantes aos pesquisados pelo usuário.
O risco da desinformação amadora
Embora a proposta fosse humanizar a busca, o recurso gerou preocupação por priorizar dicas amadoras. Como os autores dos posts não eram necessariamente profissionais de saúde, o risco de disseminação de desinformação médica tornou-se um ponto crítico.
Até o momento, a funcionalidade estava restrita aos Estados Unidos, sem previsão de expansão para outros mercados antes de ser descontinuada.
A justificativa oficial
Em resposta ao The Guardian, um porta-voz do Google confirmou o fim do recurso. A empresa, no entanto, evitou atribuir o encerramento à qualidade das fontes ou aos riscos à saúde, alegando que a mudança faz parte de uma “simplificação mais ampla” da página de resultados de busca.
Histórico de restrições em buscas médicas
Esta não é a primeira vez que o Google recua em funções de IA voltadas à saúde:
- Visões Gerais (AI Overviews): No início de 2024, a empresa já havia limitado os resumos gerados por IA para buscas específicas, como saúde hepática.
- Dados inconclusivos: A medida foi tomada após investigações apontarem que a IA exibia informações imprecisas ou inconclusivas no topo da página de resultados.
A mudança reforça o desafio das “Big Techs” em equilibrar a conveniência da IA com a segurança necessária em temas sensíveis como bem-estar e medicina.





