A Amazon solicitou formalmente à Federal Communications Commission (FCC) — o órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos — a rejeição de um novo e ambicioso plano da SpaceX. A empresa de Elon Musk pretende expandir a rede Starlink para até 1 milhão de satélites em órbita baixa, transformando-os em uma espécie de “data centers espaciais”.
As críticas da Amazon: “Ambição, não um plano”
Através de sua divisão de internet satelital, a Amazon Leo, a companhia de Bezos argumenta que o pedido da SpaceX carece de detalhes técnicos fundamentais. Em documento enviado à FCC, a Amazon classifica a proposta como “obscura” e “especulativa”, destacando falhas críticas:
Falta de especificações: O projeto não detalha o design final dos satélites nem as altitudes exatas de operação.
Risco de interferência: Não há um plano claro para gerenciar a radiofrequência e evitar interferências em outras redes.
Segurança orbital: A escala de 1 milhão de unidades levanta sérios receios sobre colisões no espaço e o impacto na astronomia.
“O pedido da SpaceX apresenta apenas um esboço mínimo… é um marcador especulativo em vez de uma aplicação completa”, afirmou a Amazon no documento.
O objetivo da SpaceX: Processamento de dados no espaço
A proposta de Musk não visa apenas distribuir sinal de internet. A ideia é que os novos satélites processem dados diretamente em órbita, reduzindo a necessidade de infraestrutura terrestre e diminuindo a latência (o tempo de resposta) dos serviços.
Guerra de Gigantes na Órbita Baixa
A disputa reflete a rivalidade crescente no setor. Enquanto a Starlink já domina o mercado com milhares de satélites ativos, a Amazon corre para colocar sua própria constelação, a Amazon Leo, em funcionamento, com previsão de lançar mais de 3 mil satélites nos próximos anos.
Além da briga corporativa, o plano da SpaceX gera alerta em reguladores internacionais e na comunidade científica, que temem a monopolização do espaço e o aumento do lixo orbital.