Um novo golpe cibernético está explorando o cenário de conflito em Israel para infectar smartphones. Criminosos desenvolveram um malware que se disfarça de ferramenta de segurança contra bombardeios, mas que, na verdade, tem como objetivo o roubo sistemático de dados das vítimas.
O esquema foi identificado pelo laboratório de cibersegurança Acronis e corroborado por relatos de residentes locais em redes sociais. A fraude surge em um momento de alta tensão militar entre Israel e Irã, período em que a população busca canais confiáveis para alertas de mísseis e sirenes.
Como funciona a fraude
Diferente de ataques genéricos, este golpe utiliza uma estratégia de disfarce funcional:
- Cópia idêntica: O software malicioso é uma versão espelhada do Red Alert, um dos apps de notificações oficiais mais populares do país. Ele chega a exibir alertas reais de ataques para não levantar suspeitas.
- Vetor de infecção: O app não está na Google Play Store. As vítimas recebem um SMS falso, fingindo ser de serviços de emergência, solicitando uma “atualização urgente” do sistema.
- Acesso total: Ao ser instalado, o programa solicita permissões abusivas e manipula certificados de segurança do Android para operar de forma invisível.
Dados roubados
Uma vez ativo, o vírus extrai informações críticas e as envia para servidores controlados pelos hackers, incluindo:
- Mensagens de SMS e lista de contatos;
- Localização em tempo real via GPS;
- Contas salvas no dispositivo e detalhes de outros aplicativos instalados.
Nota da Acronis: O caso demonstra como serviços essenciais de emergência podem ser transformados em “armas digitais” durante crises geopolíticas, unindo engenharia social e espionagem avançada.





