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Amazon e Nvidia adotam trabalho remoto para funcionários no Oriente Médio

Diante da intensificação das tensões militares entre Israel e Irã no último final de semana, Amazon, Nvidia e Google reajustaram suas operações no Oriente Médio. O agravamento da crise levou as companhias a priorizar o trabalho remoto como medida de segurança para seus colaboradores.

Nvidia: Decisão partiu do CEO

Na Nvidia, a ordem para o trabalho a distância foi dada diretamente por Jensen Huang. Em comunicado enviado na terça-feira (3), o CEO determinou o fechamento temporário da unidade em Dubai e mobilizou comitês de crise para auxiliar as famílias dos funcionários.

A empresa possui uma presença massiva na região, com cerca de 6 mil colaboradores apenas em Israel. No e-mail, Huang destacou os laços profundos da companhia com a área e expressou profunda preocupação com a integridade física de todos os afetados.

Amazon: Foco em segurança e logística

A Amazon seguiu o mesmo caminho, instruindo suas equipes a trabalharem de casa e a seguirem rigorosamente as normas das autoridades locais. Um porta-voz da empresa reforçou que o suporte aos parceiros e funcionários é a prioridade absoluta no momento.

A estrutura da Amazon na região é vasta, com escritórios em países como:

  • Israel, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
  • Jordânia, Egito, Turquia, Bahrein e Kuwait.

O alerta é acentuado por ataques recentes: na última sexta-feira (27), dois data centers da Amazon foram atingidos por drones, além de danos registrados em uma estrutura da empresa no Bahrein.

Google: Monitoramento e restrições

O Google também monitora de perto a situação, especialmente em Tel Aviv, cidade alvo de ataques de mísseis e onde a empresa planeja uma grande expansão. Embora não tenha detalhado o status específico de cada escritório, a gigante das buscas afirmou estar focada no bem-estar de suas equipes.

Além dos riscos diretos, a logística foi afetada. Dezenas de funcionários do Google que participavam de uma conferência em Dubai enfrentaram dificuldades de locomoção devido às restrições severas impostas ao tráfego aéreo na região.

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