Após ser integrada ao ecossistema da PlayStation, a Bluepoint Games buscou transitar de especialista em remakes para criadora de IPs originais. No entanto, segundo Jason Schreier, essa transição foi marcada pelo desenvolvimento conturbado de um jogo como serviço (live-service) ambientado no universo de God of War. O projeto, que visava ser um pilar de receita contínua para a Sony, acabou sendo cancelado em 2025.
O Conceito de Atreus no Submundo
A proposta central do jogo colocaria os jogadores no controle de diferentes versões ou aspectos de Atreus, enfrentando desafios cooperativos no Hades (o submundo grego). Apesar do suporte técnico e artístico impecável da Bluepoint, a equipe enfrentou dificuldades com o design de um jogo focado em suporte contínuo, algo distante da expertise histórica do estúdio em experiências single-player.
Internamente, o entusiasmo era baixo. Desenvolvedores questionavam a escolha do gênero live-service, e nem mesmo o apoio da Sony Santa Monica foi suficiente para fazer o projeto engrenar. Em janeiro de 2025, a Sony oficializou o cancelamento.
Rejeições Sucessivas e o Impasse com a FromSoftware
Após o colapso do projeto de God of War, a Bluepoint tentou emplacar novas ideias para garantir sua sobrevivência dentro da PlayStation Studios, mas enfrentou uma sequência de negativas:
- Shadow of the Colossus: Uma nova versão foi proposta, mas recusada pela Sony (o estúdio já havia feito um remake em 2018).
- Bloodborne: Um remake chegou a ser aprovado pela Sony, mas foi vetado pela FromSoftware.
- Projetos Originais e Spin-offs: Sugestões de colaborações, incluindo um derivado de Ghost of Tsushima, não avançaram devido à pressão financeira e falta de interesse de outros estúdios parceiros.
O Desfecho em 2026
O isolamento do estúdio aumentou no início de 2026, quando a Sony anunciou remakes da trilogia original de God of War sem envolver a Bluepoint. Sem conseguir aprovar um novo projeto por mais de um ano, os funcionários foram finalmente informados sobre o fechamento do estúdio.
A decisão da Sony baseou-se na falta de confiança na capacidade da Bluepoint em liderar projetos originais e na dificuldade de encontrar parcerias viáveis para a equipe técnica.





