Em um movimento estratégico para combater a exclusão digital, a Microsoft oficializou nesta terça-feira (24) uma colaboração com a Starlink, braço de internet via satélite da SpaceX. A iniciativa foca em levar conectividade de alta qualidade a áreas remotas onde a infraestrutura tradicional não chega.

Segundo Melanie Nakagawa, diretora de sustentabilidade da Microsoft, a estratégia consiste em integrar a rede de satélites de baixa órbita de Elon Musk com ecossistemas e provedores regionais. O alvo inicial são comunidades rurais e setores agrícolas que ainda operam offline.
Expansão na África e Metas Superadas
O ponto de partida dessa parceria será no Quênia. Em conjunto com a provedora local Mawingu Networks, o projeto prevê a ativação de internet em 450 centros comunitários.
O anúncio, realizado às vésperas do Mobile World Congress, veio acompanhado de dados positivos sobre o desempenho social da Microsoft:
- Meta batida: A empresa superou o objetivo de 2022, que era conectar 250 milhões de pessoas até 2025.
- Alcance atual: A cobertura já atinge 299 milhões de pessoas, com um impacto expressivo na África, onde 124 milhões foram beneficiadas.
- Histórico: Esse avanço é fruto de dez anos de trabalho conjunto com ONGs, governos e parceiros locais para garantir acesso a saúde, educação e economia digital.
Negócios à parte: A relação com Elon Musk
Curiosamente, a aliança com a Starlink ocorre em um cenário de tensão jurídica. Embora colaborem comercialmente, a Microsoft é a principal parceira da OpenAI, empresa que hoje é alvo de um processo bilionário movido por Musk. O empresário questiona a transição da OpenAI para um modelo lucrativo e pleiteia uma indenização que pode chegar a US$ 134 bilhões contra o CEO Sam Altman.
Ainda assim, o acordo prova que, no setor tecnológico, parcerias de infraestrutura podem coexistir com disputas judiciais de alto nível.





