A disputa pelo controle da Warner Bros. Discovery ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (24). A empresa confirmou que recebeu uma proposta revisada da Paramount Skydance, que agora corre contra o tempo para superar a oferta atual da Netflix, avaliada em US$ 82,7 bilhões.
O conselho da Warner já iniciou a análise dos novos termos com sua equipe jurídica e financeira. O objetivo é decidir se a investida da Paramount é, de fato, superior à da gigante do streaming.
Os detalhes da nova oferta
A Paramount aproveitou o prazo final de sete dias concedido pela Warner para apresentar condições mais agressivas. Segundo a Bloomberg, os principais diferenciais são:
- Pagamento em dinheiro: Valor por ação superior aos US$ 30 oferecidos anteriormente.
- Multa rescisória: O grupo se compromete a arcar com os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix caso o contrato atual seja rompido.
- Garantia aos acionistas: Um bônus trimestral de US$ 0,25 por ação foi proposto como compensação, caso a fusão não se concretize até o fim de 2026.
- Escopo total: Diferente da Netflix — que deseja apenas os estúdios e a HBO (excluindo canais a cabo como CNN e TNT) — a Paramount propõe a compra da totalidade dos ativos.
O status do acordo com a Netflix
Por enquanto, o martelo não foi batido. A Warner Bros. mantém o acordo com a Netflix como a recomendação oficial aos seus investidores. O contrato vigente prevê o pagamento de US$ 27,75 por ação.
Caso a diretoria da Warner classifique a nova proposta da Paramount como “superior”, a Netflix terá um prazo de quatro dias para cobrir a oferta ou abandonar a negociação. Vale destacar que as conversas com a Paramount só foram possíveis devido a uma isenção temporária autorizada pela própria Netflix.
Desafios Regulatórios
Independente de quem vença a disputa, o caminho não será simples. Ambas as transações enfrentam o escrutínio de autoridades:
- O Departamento de Justiça dos EUA já investiga os impactos de uma compra pela Netflix na concorrência do setor.
- Uma fusão com a Paramount uniria dois dos cinco maiores estúdios do mundo, exigindo aprovações rigorosas tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.
A decisão final do conselho será comunicada aos acionistas assim que a avaliação técnica for concluída.





