Uma sofisticada campanha de phishing está explorando dados vazados de brasileiros para aplicar golpes financeiros. Utilizando um tom de urgência e sites que imitam o Poder Judiciário, criminosos convencem as vítimas a pagarem multas inexistentes através do Pix.
Como funciona a armadilha
O ataque começa com um SMS fraudulento, supostamente enviado pela Justiça Federal. A mensagem alega que o CPF da vítima possui irregularidades e que suas contas bancárias e bens serão bloqueados caso o problema não seja resolvido imediatamente através de um link.
Ao clicar no link, o usuário é levado a uma página falsa que replica o portal oficial do Tribunal de Justiça. Os pontos críticos que dão credibilidade ao golpe são:
- Exibição de dados reais: Ao digitar o CPF, o site retorna o nome completo e a data de nascimento corretos da vítima (extraídos de bancos de dados vazados).
- Falso Processo: O sistema gera um número de processo judicial fictício.
- Senso de Urgência: Um cronômetro de 10 minutos é exibido para que o usuário pague uma “multa” de aproximadamente R$ 800 via Pix.
Estrutura técnica e evasão
Para dificultar o rastreamento pelas autoridades, a operação utiliza servidores hospedados nos Estados Unidos e divide o processamento dos pagamentos entre duas vias distintas (FusionPay e FusionPayBR/7Trust), direcionando o dinheiro para empresas em Brasília e Goiânia.
Apesar do esforço para permanecerem ocultos, os criminosos cometeram falhas críticas de segurança:
- Deixaram os logs do servidor públicos, permitindo que especialistas acompanhassem as transações em tempo real.
- Pesquisadores conseguiram acessar registros de transferências e chaves de API, expondo a estrutura financeira da quadrilha.
Dicas de Segurança:
- Desconfie de SMS: Órgãos do Poder Judiciário não enviam links para pagamento de multas via SMS.
- Verifique o link: Sites oficiais do governo brasileiro terminam obrigatoriamente em .gov.br. Desconfie de domínios como “.pro”, “.com” ou “.net”.
- Consulte fontes oficiais: Em caso de dúvida sobre seu CPF, utilize o site oficial da Receita Federal ou o portal e-CAC.





