A NASA está na reta final para o lançamento da Artemis 2, o primeiro voo tripulado do programa que marca o retorno da humanidade à órbita lunar após mais de 50 anos. Segundo informações da Wproo, a missão promete entregar observações visuais sem precedentes do satélite natural da Terra.
Janela de lançamento e o “espetáculo” do lado oculto
Com o cronograma atual apontando para uma janela de lançamento entre 6 e 11 de fevereiro de 2026, a missão se beneficiará de uma iluminação solar estratégica. Durante esse período, a Lua estará próxima da fase nova, o que deixará o lado voltado para a Terra no escuro, enquanto o lado oculto estará totalmente iluminado.
Diferente das missões Apollo, que priorizavam a luz solar no lado visível para garantir pousos seguros, a Artemis 2 permitirá que os astronautas vejam, a olho nu, detalhes de crateras e montanhas do lado oculto que nunca foram observados diretamente por humanos antes.
Tripulação e Recordes Históricos
A cápsula Orion será conduzida por quatro astronautas que quebrarão marcos importantes:
- Reid Wiseman (NASA): Comandante da missão.
- Victor Glover (NASA): Primeira pessoa negra a viajar para a órbita lunar.
- Christina Koch (NASA): Primeira mulher em uma missão lunar, devendo bater o recorde de distância espacial feminina.
- Jeremy Hansen (CSA): Primeiro canadense a participar de uma missão deste porte.

O grupo deve superar o recorde de distância da Terra estabelecido pela Apollo 13 em 1970 (cerca de 400 mil km), já que em fevereiro a Lua estará próxima de seu apogeu, o ponto mais distante de sua órbita.
Testes Críticos e Reentrada Recorde
Embora não envolva pouso — tarefa reservada para a futura Artemis 3 — a Artemis 2 servirá como um teste rigoroso para o foguete SLS e os sistemas de suporte à vida da Orion. Na volta para casa, a cápsula também deve fazer história pela velocidade: a reentrada na atmosfera terrestre está prevista para atingir 40 mil km/h, superando a marca da Apollo 10 de 1969.
Para a NASA, além da coleta de dados científicos valiosos, a missão é um passo psicológico e técnico essencial para consolidar a presença humana definitiva no espaço profundo.





