A Microsoft divulgou, nesta terça-feira (22), a nova fase da reformulação da divisão de jogos da marca, inicialmente revelada em julho, a qual resultará no desligamento de 3.200 profissionais até a conclusão do ano fiscal atual. Integrando essas modificações, 268 postos serão extintos, enquanto a icônica propriedade intelectual Halo será transferida para a alçada da Activision.
Os novos cortes recairão majoritariamente sobre a Halo Studios, outras equipes internas de desenvolvimento (first-party) e setores administrativos centrais da Xbox Game Studios. Em comunicado veiculado no blog oficial Xbox Wire, o diretor de conteúdo e vice-presidente executivo de jogos da corporação, Matt Booty, pontuou: “As medidas implementadas desde julho, o que abrange a alienação de estúdios, posicionam-nos a cerca de 75% do trajeto da reestruturação previamente estipulada”.
Alem das reduções de pessoal, Booty comunicou que a hierarquia dos desenvolvedores passará por uma consolidação. Equipes como World’s Edge, RARE e Halo Studios passam a responder diretamente à estrutura da Activision.
A empresa por trás de Call of Duty também encampará a produção do próximo jogo da franquia Halo, sob a tutela de um grupo recém-constituído especificamente para esse objetivo. Trata-se da segunda mudança expressiva de comando nos 25 anos de trajetória da saga, que no passado migrou da Bungie para a então chamada 343 Industries e, agora, avança para a Activision.

Halo agora é da Activision (Captura de Tela/Diego Corumba)
O dirigente salientou que um núcleo enxuto remanescente na Halo Studios continuará dedicado a prestar assistência à comunidade de fãs e a manter a sustentação dos títulos já comercializados.
Em paralelo, a Obsidian passa a se subordinar diretamente à Bethesda. O estúdio continuará dando continuidade ao suporte a Grounded, além de colaborar na nova iniciativa de Fallout estruturada em parceria com a Bethesda Game Studios.
Outro ajuste relevante concentra-se na editoria de títulos de velocidade. Os estúdios Playground Games e Turn 10 unificarão suas operações em uma única estrutura, direcionando esforços conjuntas às franquias Forza e Fable. Por fim, a divisão King ampliará suas atribuições ao absorver o portfólio da Microsoft Casual Games.
Conforme ponderado pelo executivo no memorando, essa profunda reformulação visa “fortalecer nossas marcas e games por meio da operação de menos unidades de negócios, alinhando divisões que já mantinham sinergia próxima e direcionando nossa experiência para a atividade de publicpublishing”.
O futuro incerto dos estúdios
Booty também detalhou o panorama das desenvolvedoras que haviam sido desmembradas da estrutura do Xbox no mês de julho. O cenário mais delicado recai sobre a Ninja Theory, criadora de Hellblade. De acordo com o informe, tratativas de comercialização conduzidas de forma independente restaram infrutíferas. Diante disso, a companhia iniciará negociações internas com os colaboradores visando uma proposta de encerramento das atividades, embora alternativas continuem sob análise, deixando o futuro do estúdio britânico sob forte ameaça.

Ninja Theory está desenvolvendo Senua, título com janela para 2027 (Divulgação/Microsoft)
Enquanto isso, o processo de avaliação sobre os rumos da Arkane Lyon — responsável por Deathloop e pelo aguardado Marvel’s Blade — prossegue em andamento até o encerramento do ano.
No mês anterior, Compulsion e Double Fine converteram-se em entidades independentes, assegurando a posse de suas propriedades intelectuais autorais e de seus respectivos acervos clássicos.
A Undead Labs concluiu com êxito uma transição nos mesmos moldes aplicados aos outros dois estúdios. A desenvolvedora manterá o cronograma de lançamento de State of Decay 3 para 2027 operando sob uma nova editora, com o título mantendo sua estreia simultânea no catálogo do Game Pass.
Por fim, o executivo agendou um encontro com todas as equipes internas para o próximo dia 6 de outubro — data que coincide com a chegada de Gears of War: E-Day ao mercado —, com o intuito de debater as diretrizes estratégicas e celebrar o que descreveu como um dos ciclos de lançamentos mais robustos da história da plataforma.





