Cinemas podem proibir óculos da Meta equipados com câmeras

Salas de exibição britânicas estudam barrar os óculos inteligentes da Meta devido à apreensão com gravações não autorizadas. A UK Cinema Association indicou que as redes discutem diretrizes próprias para conter o uso desses aparelhos, motivadas principalmente pela facilidade de capturar imagens às escondidas e pelo perigo de pirataria de longas-metragens.

O receio principal gira em torno da discrição do acessório, que não exige o manuseio típico de celulares ou filmadoras. O equipamento da Meta já encontra barreiras em espaços como teatros, pubs e tribunais no Reino Unido, onde regras rígidas foram estabelecidas para proteger a privacidade e evitar registros indevidos.

Óculos da Meta podem ser banidos de cinemas no Reino Unido (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

Por outro lado, a associação setorial pondera que um veto total pode penalizar frequentadores que necessitam de facilidades de acessibilidade embutidas nos dispositivos, como suporte para deficiências visuais ou auditivas. O desafio atual consiste em ponderar a segurança contra a pirataria com a inclusão de recursos tecnológicos legítimos.

Em defesa dos produtos, a Meta reforça que os óculos contam com uma luz indicadora de LED ativa durante capturas e sistemas para barrar adulterações nesse sinal. Embora a companhia ressalte as utilidades diárias do acessório — incluindo áudio, tradução simultânea e apoio à acessibilidade —, ela reconhece a necessidade de diretrizes consistentes onde filmagens sejam proibidas, deixando por ora a decisão final a cargo de cada rede de cinemas. No cenário nacional, órgãos como o Ministério Público Federal e a ANPD já iniciaram apurações sobre os impactos dos aparelhos na privacidade.

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