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10 smartphones tão revolucionários que pareciam do futuro, mas fracassaram no mercado

FOTO: DIVULGAÇÃO/LG/NOKIA

Anos antes dos visores articulados, dos recursos avançados de inteligência artificial e das lentes fotográficas de alta potência, as marcas de telefonia já investiam em conceitos que pareciam saídos diretamente de produções cinematográficas futuristas.

Vários aparelhos trouxeram estruturas atípicas, mostradores secundários, blocos intercambiáveis e até projeções visuais tridimensionais, mas nem toda ousadia encontra o timing ideal para cativar o público.

Relembremos os telefones que surpreenderam pela inventividade, mas ficaram pelo caminho:

Nokia 7600 (2003); Nokia N-Gage (2003); Motorola Flipout; LG Wing (2020); YotaPhone (2013); RED Hydrogen One (2018); LG G5 (2016); Essential Phone PH-1 (2017); Sony Xperia Play (2011); Nokia 7280 (2004).

1. Nokia 7600 (2003)

Nokia 7600 tinha formato inusitado (Divulgação/Nokia)

Apresentado em 2003, o Nokia 7600 chamou atenção por sua carcaça em formato de gota, rompendo totalmente com o padrão dos eletrônicos da época. Os botões ficavam dispostos nas bordas do visor, gerando um aspecto futurista que também coincidiu com a introdução da rede 3G.

Embora ousado no visual, a usabilidade diária era limitada, pois redigir textos e atender ligações demandava bastante treino. A arquitetura diferenciada acabou gerando mais rejeição do que aprovação.

2. Nokia N-Gage (2003)

Nokia N-Gage inovou mas não agradou (Divulgação/Nokia)

O Nokia N-Gage surgiu com a proposta ousada de fundir telefone e console portátil em um único gadget. Parecia antecipar a tendência dos eletrônicos híbridos tão populares hoje, mas o formato era desconfortável tanto para jogatinas quanto para chamadas, e o catálogo escasso de títulos impediu que disputasse espaço com os videogames dedicados da época.

3. Motorola Flipout (2010)

Motorola Flipout também era inovador (Divulgação/Motorola)

Enquanto isso, o Motorola Flipout apostava em um corpo compacto de formato quadrado. O visor girava para liberar um teclado QWERTY completo, entregando uma dinâmica bem distinta dos celulares tradicionais.

O display reduzido atrapalhava a navegação web e o consumo multimídia, enquanto o design exótico falhou em conquistar as massas.

4. LG Wing (2020)

LG Wing formava um T (Divulgação/LG)

O LG Wing representou um dos projetos mais radicais dos anos 2020. O painel principal rotacionava em 90 graus, criando uma estrutura em formato de “T” que exibia um segundo visor oculto. A engenharia permitia rodar duas ferramentas simultaneamente ou transformar a tela menor em botões de controle durante vídeos.

Contudo, poucos softwares aproveitavam a mecânica e o preço elevado afastou compradores. Pouco tempo depois, a marca encerrou sua divisão móvel.

5. YotaPhone (2013)

YotaPhone (2013) tinha e-ink (Divulgação)

O YotaPhone inovou ao trazer um painel AMOLED na face dianteira e outro de tinta digital (E Ink) na tampa traseira. O segundo visor servia para leitura, checagem de alertas e economia de energia sem acender o painel principal, mas a baixa compatibilidade de programas impediu que o modelo decolasse fora de nichos específicos.

6. RED Hydrogen One (2018)

RED Hydrogen One era “holográfico” (Reprodução/Amazon)

A fabricante RED ingressou no mercado mobile com uma promessa de experiência holográfica. O Hydrogen One trazia uma tela capaz de projetar gráficos em três dimensões sem óculos especiais e previa uma estrutura modular para complementos. O resultado visual frustrou expectativas, o corpo era pesado e custoso, resultando no cancelamento do projeto poucos anos adiante.

7. LG G5 (2016)

LG G5 era inovador, mas também não deu certo (Divulgação/LG)

O LG G5 contava com uma seção inferior destacável para encaixar acessórios voltados a fotografia ou som aprimorado.

A proposta de modularidade parecia revolucionária, porém as peças extras eram dispendiosas, havia pouca variedade e a substituição exigia desligar o eletrônico. A iniciativa logo foi abandonada.

8. Essential Phone PH-1 (2017)

Bordas finas definiam o Essential Phone PH-1 (Divulgação)

O Essential Phone PH-1 desembarcou no mercado com molduras minúsculas quando isso ainda era novidade, combinando estrutura de titânio e cerâmica com uma porta magnética para módulos. Apesar do acabamento premium, o produto sofreu críticas na qualidade fotográfica e a companhia encerrou suas atividades pouco tempo depois.

9. Sony Xperia Play (2011)

Sony Xperia Play era o “PlayStation phone” (Divulgação/Sony)

Apelidado de “PlayStation Phone”, o Xperia Play trazia comandos físicos retráteis inspirados nos videogames da Sony. O calcanhar de Aquiles foi o baixo número de títulos adaptados. O hardware envelheceu rápido e a forte concorrência brecaram o potencial do aparelho.

10. Nokia 7280 (2004)

Nokia 7280 tinha formato diferenciado (Divulgação/Nokia)

Para fechar o levantamento, o Nokia 7280 dispensou totalmente os botões convencionais. Seu corpo simulava um batom ou adorno de luxo, operado inteiramente por uma roldana giratória inspirada em players de música digitais.

O visual vanguardista transformou o item em peça de design, porém redigir mensagens ou caminhar pelos menus se mostrou bem mais complexo do que nos portáteis comuns da época.

Curiosamente, vários desses conceitos de “eletrônicos futuristas” ressurgiram anos mais tarde em edições aprimoradas, a exemplo dos displays dobráveis, painéis secundários e blocos intercambiáveis. Isso prova que, às vezes, uma boa ideia só precisava do momento tecnológico propício para vingar.

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