A OpenAI, organização por trás do popular chatbot ChatGPT, planeja diversificar sua atuação no mercado tecnológico. Conforme informações recentes, a empresa trabalha no desenvolvimento de um hardware inédito: uma assistente inteligente, com bateria interna e capacidade de movimentação autônoma.
Relatos do colunista Mark Gurman, da Bloomberg, detalham que o projeto da equipe de Sam Altman consiste em um alto-falante inteligente portátil. O objetivo é que o usuário possa transportá-lo facilmente entre os cômodos da residência, utilizando-o para suporte em atividades rotineiras, mesmo na ausência de uma tela.
Para se destacar das caixas de som tradicionais, o produto deve incluir partes móveis, conferindo uma sensação de “vida” ao aparelho. A proposta é que, além de emitir respostas vocais, a máquina reaja fisicamente às interações dos usuários. Além disso, a previsão é que o dispositivo conte com sensores e câmeras para mapear o espaço, permitindo uma interação mais contextualizada. Como um assistente pessoal, o sistema aprenderia com as conversas e o histórico do usuário, tornando-se cada vez mais proativo.

Experiência personalizada do dispositivo da OpenAI deve ser alimentada por modelo de IA avançado do modo de voz do ChatGPT (Levart_Photographer/Unsplash)
Tecnologia de voz e desenvolvimento
A experiência de uso será sustentada pelo GPT-Live, a tecnologia de voz avançada do ChatGPT, garantindo trocas de informações ágeis, fluidas e com tom natural.
Para tornar esse projeto uma realidade, a OpenAI realizou um investimento vultoso de US$ 6,5 bilhões em 2025 para adquirir a io, startup fundada por Jony Ive — renomado ex-designer da Apple. Ive lidera o projeto em colaboração com outros especialistas do setor de hardware. Embora o desenvolvimento esteja em estágio avançado e a revelação oficial seja esperada ainda para 2026, a previsão é que o item chegue ao varejo apenas em 2027.

Jony Ive (esquerda) e Sam Altman (direita) lado a lado em foto de comunicado sobre a compra da io por parte da OpenAI (Divulgação/OpenAI)
Imbróglio jurídico com a Apple
Contudo, esse calendário pode ser comprometido. A Apple abriu um processo contra a OpenAI, acusando a empresa de se apropriar indevidamente de segredos comerciais relacionados ao desenvolvimento do iPhone para criar seu novo hardware.
A fabricante do iPhone alega que ex-colaboradores que hoje integram o time de Sam Altman teriam subtraído dados confidenciais. A petição destaca, ainda, que mais de 400 antigos funcionários da Apple compõem o quadro atual da OpenAI, o que, segundo a acusação, reforça a suspeita de acesso a informações proprietárias da companhia.
Enquanto o futuro desse assistente da OpenAI permanece em debate, o mercado observa a evolução da Alexa Plus no Brasil, que já oferece recursos avançados, como a solicitação de serviços de transporte por aplicativo.





