Apesar do êxito estrondoso no lançamento de Assassin’s Creed Black Flag Resynced — que superou a marca de 2 milhões de cópias comercializadas em apenas um dia —, a Ubisoft Barcelona optou por promover uma onda de cortes em seu quadro de pessoal.
A unidade, que recebeu muitos elogios pelo desenvolvimento das fases subaquáticas no remake, encerrou o contrato de 51 profissionais. Manel Cota, animador de gameplay e técnico da desenvolvedora, manifestou sua insatisfação, classificando a decisão como injusta e um duro golpe para os colaboradores.
“A Ubisoft Barcelona foi a responsável por toda a parte marítima do título. É frustrante que a mesma equipe que entregou esse resultado seja dispensada logo em seguida, como se fosse essa a recompensa que merecemos”, desabafou o desenvolvedor.
A empresa ainda não emitiu um comunicado formal justificando a redução na equipe. Enquanto isso, Assassin’s Creed Black Flag Resynced segue recebendo aclamação crítica, mantendo um ritmo de vendas expressivo impulsionado pela recepção calorosa da comunidade.
Um cenário instável na indústria de games A situação na Ubisoft reflete uma tendência preocupante em todo o setor de jogos eletrônicos. Recentemente, a Xbox também anunciou um plano de reestruturação que resultou no desligamento de 1.600 pessoas, com uma previsão de chegar a 3.200 demissões até julho de 2027.
Outro caso emblemático envolve a IO Interactive, que foi forçada a reduzir sua equipe dedicada ao “Project Fantasy” — título que seria exclusivo para consoles da Microsoft — após o encerramento de um aporte financeiro da gigante americana.
Tanto o sucesso de Assassin’s Creed Black Flag Resynced quanto a trajetória recente de 007: First Light, da IOI, evidenciam a fragilidade do setor atualmente. O receio geral é que esse ciclo de cortes continue afetando outros estúdios de renome nos próximos meses.





