A gigante chinesa CATL revelou um progresso significativo na criação de baterias de íons de sódio, que se apresentam como uma alternativa robusta ao lítio para impulsionar veículos elétricos compactos. Graças a uma otimização no processo fabril, o custo dessas células caiu para uma faixa entre US$ 51 e US$ 59 por kWh, equiparando-se praticamente aos valores das baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), que dominam o mercado atual.
Vencendo a barreira da limitada densidade energética, a tecnologia desenvolvida pela CATL já entrega 175 Wh/kg e possibilita uma autonomia de cerca de 400 km. Esse rendimento é notável, posicionando-se em um nível competitivo ou superior ao da primeira geração das famosas baterias Blade da BYD, que equipam modelos populares no Brasil, como o Dolphin.

A nova bateria de sódio da CATL é uma alternativa às de lítio (Divulgação/CATL)
Um diferencial técnico relevante é a resiliência do componente em climas gélidos, retendo mais de 90% de sua capacidade total de carga mesmo sob temperaturas de -20°C.
O impacto nas baterias Esse avanço é estratégico, pois coloca a companhia em uma posição privilegiada para democratizar o acesso a carros elétricos por meio de custos reduzidos em escala mundial. Mais do que isso, essa evolução invalida a disparidade de preços entre as duas tecnologias, visto que as células LFP eram até então a opção mais econômica da indústria.
A previsão é que, com o amadurecimento da manufatura, o sódio se torne uma escolha ainda mais viável economicamente a partir de 2027. Para o consumidor brasileiro, tal inovação é um divisor de águas: ao baratear o item mais caro de um automóvel elétrico, torna-se possível que modelos de entrada se tornem muito mais acessíveis, impulsionando a eletrificação da frota nacional nos próximos anos.





