A grande aposta da Disney para a temporada de calor nos Estados Unidos, que coincide com o período de recesso escolar em território brasileiro, é a adaptação em live-action de Moana. Contudo, a releitura da famosa animação lançada em 2016 parece não ter agradado aos especialistas em cinema.
Com o lançamento nos cinemas agendado para esta quinta-feira (9), a produção traz Dwayne Johnson e Catherine Laga’aia interpretando em carne e osso a conhecida trama. A narrativa repete a jornada da animação: a jovem Moana (Laga’aia) é incumbida pelo próprio oceano de quebrar uma terrível maldição para proteger sua comunidade.
A produção faz parte do projeto contínuo da Disney em transformar suas animações consagradas em longas com atores reais. Essa estratégia tem oscilado bastante em termos de recepção, ocorrendo logo após o enorme sucesso obtido por Lilo & Stitch (2025).
Live-action de Moana não cai nas graças dos especialistas da área (Imagem: Divulgação/Walt Disney Pictures).
As impressões sobre a nova produção
O filme mais recente da Disney a passar por essa transição gerou reações divergentes nos profissionais da imprensa que participaram da exibição antecipada e restrita.
De forma geral, o parecer da crítica é desfavorável. O ponto central dos questionamentos é a falta de justificativa para a existência do longa, visto que ele apenas reproduz a obra original, mas com menos brilho.
O especialista Matt Neglia classificou o projeto como uma “refilmagem desnecessária”. Segundo ele, o uso massivo de fundos verdes prejudicou o resultado final, deixando a obra artificial e vazia:
“Moana (2026) evidencia as táticas da Disney em busca de lucro rápido, entregando uma refilmagem desprovida de necessidade que replica quase perfeitamente o desenho clássico, sem agregar nada de superior ao que foi feito dez anos atrás. A parte visual carece de vivacidade devido ao abuso de efeitos digitais e telas verdes para ambientações, águas, monstros e canções, resultando em algo sem personalidade e falso”, desabafou Neglia.
Jonathan Sim foi outro profissional que expressou forte descontentamento nas redes sociais, rotulando o longa como “patético” por se limitar a copiar a animação sem apresentar novos conceitos:
“Moana (2026) é lamentável! Trata-se de uma reconstrução exata de tomadas e diálogos, sem nenhum pingo de originalidade. É uma óbvia e pouco criativa estratégia comercial, conduzida sem qualquer brilhantismo na direção. Em vez de inovar, eles apenas replicam”, criticou o jornalista.
Na mesma linha, Cole Groth colocou em xeque a relevância do filme, apontando que ele tenta apenas se escorar no prestígio do longa de 2016. Ele salvou, contudo, as atuações da dupla principal:
“Esta nova versão de Moana da Disney funciona, na melhor das hipóteses, como uma réplica de baixo custo e, na pior, como um produto inferior em todos os sentidos. O desempenho aceitável de Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson ajuda a carregar o filme com base no carisma do original, mas diante de mais essa refilmagem da Disney, eu indago: qual a real finalidade disso?”, comentou Groth.
Live-action de Moana estreia no dia 9 de julho para contar história da animação de 2016 (Imagem: Divulgação/Walt Disney Pictures).
Em contrapartida, Tessa Smith apresentou uma visão menos severa que a de seus colegas. Em sua conta na rede social X, ela admitiu ter ficado espantada de forma positiva com o resultado, tecendo elogios à performance de Catherine Laga’aia e à sua sintonia com o personagem de Dwayne Johnson.
Ademais, alguns avaliadores apontaram as performances musicais como os momentos mais fortes da produção, embora admitam que essa qualidade venha essencialmente das canções criadas em 2016. Sendo assim, para quem busca inovações, o remake pode decepcionar ao replicar o material já conhecido, porém com uma paleta de cores menos viva que a do desenho.
Se você deseja avaliar a obra por conta própria, o live-action de Moana chega às salas de cinema do Brasil em 9 de julho.