A T-Mobile, única grande empresa de telecomunicações norte-americana que ainda operava com o sinal 2G, comunicou que desativará definitivamente o serviço no dia 3 de agosto. Essa medida encerra o ciclo de uma tecnologia que operou por mais de três décadas, liberando a infraestrutura para o fortalecimento e expansão das conexões 4G e 5G.
Diferente de suas concorrentes, como a AT&T — que desativou sua frequência 2G ainda em 2017 — e a Verizon — que adotou a mesma postura em 2020 —, a T-Mobile escolheu prolongar a vida útil desse sinal. A estratégia visava garantir uma migração gradual para os assinantes com celulares obsoletos e dar suporte a operadoras estrangeiras parceiras.
De acordo com a companhia, uma parcela de viajantes e clientes estrangeiros em roaming internacional ainda necessitava da antiga frequência para efetuar ligações telefônicas, principalmente quem possuía celulares incompatíveis com a função Voice over LTE (recurso que viabiliza chamadas de voz diretamente pelos canais do 4G LTE, dispensando o uso das redes de segunda e terceira geração).
Ao longo dos últimos trinta meses, a empresa atuou em conjunto com fornecedores do mundo inteiro para estimular a substituição e modernização desses telefones.
O encerramento definitivo da segunda geração em solo americano

Última operadora com 2G marca data para desligar sinal nos EUA (Imagem gerada por IA/Gemini)
A prestadora de serviços assegura que o volume de usuários dependentes do sinal 2G atualmente é insignificante, permitindo que a desativação ocorra sem provocar grandes transtornos. Presume-se que quase a totalidade da base de clientes já disponha de dispositivos integrados às tecnologias contemporâneas.
A interrupção do serviço também se alinha ao plano de otimização estrutural da empresa. Vale lembrar que, em 2022, a T-Mobile já havia descontinuado sua rede 3G e desligado os canais de LTE antigos que pertenciam à Sprint, companhia incorporada em 2020.
Assim que a T-Mobile desligar a frequência 2G no início de agosto, o trio de operadoras líderes dos Estados Unidos passará a trabalhar apenas com redes modernas. Em contrapartida, o mercado brasileiro projeta a manutenção dos sinais 2G e 3G pelo menos até 2028.





