O promissor simulador de vida Paralives, principal concorrente da franquia da EA, adotará uma postura radicalmente diferente em seu modelo de negócios. O jogo não terá nenhuma DLC paga, uma regra que vale tanto para o período de acesso antecipado quanto para após o lançamento definitivo. A postura foi cravada pelo desenvolvedor-chefe do projeto, Alex Massé, durante uma sessão de perguntas e respostas (AMA) no Reddit.
“Nunca haverá DLCs pagos, apenas atualizações gratuitas! Mesmo após o Early Access”, cravou Massé. “Como fãs de simuladores de vida, queríamos fazer um jogo que gostaríamos de jogar nós mesmos, sem a necessidade de comprar uma tonelada de conteúdo extra.”
Uma equipe enxuta com finanças seguras
Embora a promessa de expandir o jogo sem cobrar nada pareça ousada, a realidade financeira do estúdio permite essa escolha. A equipe por trás de Paralives conta com apenas cerca de 15 pessoas. De acordo com Massé, o volume de cópias vendidas até o momento já garante a saúde financeira da empresa no longo prazo.
Graças a esse sucesso comercial, os desenvolvedores anunciaram também o fechamento do Patreon do projeto, uma plataforma de financiamento coletivo que ajudou a bancar a produção inicial. O faturamento do jogo no Steam agora é o suficiente para sustentar o estúdio por anos, mesmo que novos profissionais sejam contratados.
O abismo financeiro entre os concorrentes
A estratégia de Paralives bate de frente com o modelo agressivo de monetização visto em The Sims 4. A tabela abaixo ilustra o abismo de custos entre as duas propostas:
| Jogo | Modelo de Conteúdo Adicional | Custo Estimado / Preço |
| The Sims 4 | Dezenas de expansões, pacotes de jogo e coleções de objetos pagos. | Pode ultrapassar facilmente os R$ 7.000 |
| Paralives | Atualizações de conteúdo 100% gratuitas para sempre. | Preço base de R$ 107,99 (R$ 97,19 com o desconto de lançamento) |
Atualmente, Paralives já pode ser jogado no PC através do sistema de acesso antecipado do Steam, prometendo ser o refúgio ideal para os órfãos de simuladores que não querem gastar fortunas com conteúdos adicionais.





