Nesta quinta-feira (16), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) liderou uma ofensiva nacional para desmantelar redes digitais dedicadas à propagação de violência extrema, discursos de ódio e exploração sexual infantojuvenil. A Operação Bulwark (termo que remete a uma “barreira de defesa”) focou especialmente em interromper processos de radicalização entre o público jovem.
A mobilização uniu forças das polícias civis e Ministérios Públicos de 18 estados brasileiros. O balanço das ações inclui:
- 33 mandados de busca e apreensão cumpridos.
- 8 prisões efetuadas (sendo seis em flagrante).
- 20 intervenções cautelares.
- Moderação de 180 contas em redes como TikTok, Instagram, Facebook, Discord e Telegram.
Ao todo, as medidas judiciais e operacionais impactaram diretamente mais de 5,5 mil usuários vinculados a esses conteúdos nocivos.
Inteligência contra o crime virtual
O sucesso da operação foi viabilizado pelo trabalho do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab). Através do monitoramento constante, o órgão identificou padrões de comportamento e grupos organizados que incentivam o ódio e a violência na internet.
Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o objetivo central foi cortar o vínculo entre as ameaças virtuais e possíveis tragédias no ambiente físico.
“Os números da Operação Bulwark mostram a capacidade do Estado de agir de forma integrada para interromper redes digitais nocivas antes que produzam consequências no mundo real”, destacou o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
A ação reforça a estratégia do governo em atuar preventivamente, atacando a infraestrutura digital e os servidores que sustentam atividades criminosas no país.





