O uso de inteligência artificial deixou de ser uma sugestão e tornou-se um requisito rígido dentro da Apple. Relatos recentes indicam que a gigante de Cupertino está penalizando departamentos que apresentam baixo engajamento com ferramentas de IA, utilizando a liberação de novas vagas de emprego como moeda de troca.
A “Cota” do Claude e a pressão da liderança
De acordo com informações que circulam nos bastidores (via Midnight Capital LLC), equipes da Apple receberam orçamentos generosos para uso do modelo Claude, da Anthropic — chegando a US$ 300 diários em tokens. Para se ter uma ideia, esse valor é significativamente superior à média de mercado, sinalizando que a empresa espera um uso massivo da ferramenta.
O “castigo” acontece na hora da expansão dos times: diretores que solicitam a abertura de novas vagas têm ouvido negativas da alta gestão caso o consumo de IA da equipe esteja abaixo do esperado.
“Vá descobrir como extrair mais vantagem da IA primeiro”, teria sido a resposta dada pela liderança sênior aos gestores que pedem reforço de pessoal sem demonstrar eficiência tecnológica.
Além do código: IA na área de negócios
Diferente do que se poderia imaginar, essa pressão não está restrita aos desenvolvedores de software. O relato partiu de funcionários do setor de compras globais, na área de negócios. Isso demonstra que a Apple deseja integrar a IA em todos os processos administrativos e estratégicos, e não apenas na engenharia de produtos.
O futuro da Siri e parcerias estratégicas
Enquanto pressiona seus times internos, a Apple também acelera sua infraestrutura externa. Recentemente, a companhia consolidou uma parceria com o Google para utilizar os modelos Gemini na próxima geração do Apple Intelligence.
O que esperar da nova Siri (2026):
- Contexto de Tela: Entendimento em tempo real do que o usuário está vendo.
- Ações entre Apps: Capacidade de executar tarefas complexas dentro de diferentes aplicativos.
- Integração Multimodal: Suporte nativo para agentes externos como ChatGPT e o próprio Claude no futuro iOS 27.
Essa postura agressiva reforça que, para a Apple, a eficiência gerada pela IA agora é o principal critério para medir a necessidade de capital humano em seus departamentos.





