Um vídeo que circula no X (antigo Twitter) chamou a atenção ao mostrar uma tática inusitada — e arriscada — para desmascarar falsos profissionais de tecnologia. Durante uma entrevista para uma vaga remota em uma empresa dos EUA, um recrutador desafiou o candidato a provar que não era um infiltrado da Coreia do Norte de uma forma direta: ofendendo o líder supremo do país asiático.
O momento do flagra
Ciente de que o setor de TI tem sido alvo constante de agentes norte-coreanos, o responsável pela contratação decidiu interromper a conversa técnica para aplicar um teste de lealdade. O diálogo seguiu da seguinte forma:
- O recrutador explicou que lida frequentemente com identidades falsas e pediu que o candidato chamasse Kim Jong-un de “porco gordo e feio”.
- Ao ouvir o pedido, o homem na chamada de vídeo ficou visivelmente desconcertado e começou a gaguejar.
- Após fingir que não havia compreendido a frase, a imagem do candidato simplesmente “congelou” e ele abandonou a reunião virtual.
“Droga, ele realmente não quis dizer isso”, ironizou o recrutador ao perceber que o silêncio e a fuga confirmavam suas suspeitas.
Por que a estratégia funciona?
Na Coreia do Norte, insultar o líder supremo é um crime gravíssimo, passível de punições severas ou execução. Para um cidadão do país, mesmo em solo estrangeiro, proferir tais ofensas representa um risco que poucos estão dispostos a correr, tornando o insulto uma “ferramenta de verificação” rudimentar, mas eficaz.
O perigo dos infiltrados de TI
Essa situação ilustra uma preocupação real das empresas globais de tecnologia. Nos últimos anos, o governo norte-coreano tem enviado profissionais altamente qualificados para o mercado de trabalho remoto sob identidades falsas.
Os objetivos desses infiltrados incluem:
- Espionagem corporativa: Roubo de dados confidenciais e propriedade intelectual.
- Ataques cibernéticos: Identificação de vulnerabilidades para a instalação de malwares.
- Financiamento estatal: Grande parte dos altos salários recebidos em dólar é enviada diretamente para o governo da Coreia do Norte, ajudando a burlar sanções internacionais.





