China cobra respeito dos Estados Unidos na disputa global pela inteligência artificial

O governo chinês manifestou repúdio à estratégia adotada pelos Estados Unidos de coagir terceiros países a tomarem partido na disputa global pelo domínio da inteligência artificial (IA). Durante esta quarta-feira (19), autoridades de Pequim sustentaram que a autonomia digital de cada território deve ser preservada.

A manifestação surge em decorrência da revelação de diretrizes americanas que ventilam o isolamento de nações que optarem por manter parcerias tecnológicas simultâneas com o país asiático. Em retaliação, a chancelaria da China repudiou veementemente a fragmentação do ecossistema tecnológico em facções antagônicas.

Pequim condena a imposição de barreiras tecnológicas

Durante pronunciamento oficial reproduzido pela agência Reuters, o porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian, repudiou as pressões exercidas sobre Estados estrangeiros. Segundo o representante, cabe soberanamente a cada nação definir seus acordos diplomáticos e comerciais conforme suas prioridades locais e seu estágio de progresso.

EUA e China travam grande disputa no setor da IA – Imagem: Knight00730/Shutterstock

O posicionamento rebate uma minuta elaborada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos que veio a público por meio de vazamentos na mídia. O memorando serve como um ultimato a cerca de 35 governos inclinados a cooperar com Washington no desenvolvimento de inteligência artificial.

A manobra norte-americana busca vetar o envolvimento de parceiros em iniciativas promovidas pela potência rival. Caso fechem negócios com Pequim, tais países correm o risco de perder acesso a pactos estratégicos encabeçados pela Casa Blanca.

Enquanto os EUA articulam o programa Pax Silica para resguardar a cadeia logística de semicondutores e recursos essenciais, a China contra-ataca promovendo sua própria Organização Mundial de Cooperação em IA para difundir seus sistemas proprietários pelo mundo.

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