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Microsoft Edge corrige grande problema para usuários que migraram do Chrome

FOTO: WINDOWS/UNSPLASH

A Microsoft iniciou a distribuição global da versão 150 do Edge nesta sexta-feira (3). O update introduz uma das funcionalidades mais aguardadas pela comunidade nos últimos tempos: o suporte para realizar o login utilizando uma credencial do Google, quebrando a exclusividade anterior que exigia uma conta Microsoft.

A nova alternativa está visível na seção de perfil e na interface de autenticação do navegador, sendo compatível com Windows e macOS. O lançamento ocorre de maneira progressiva por meio de uma distribuição controlada, indicando que a novidade pode levar algum tempo para atingir a totalidade do público.

Usuários inseridos no ecossistema do Google que realizarem o acesso no Edge notarão que seus marcadores e credenciais de segurança guardados na conta Google serão trazidos de forma automática para o browser, dispensando o processo de transferência manual entre os softwares.

O Edge substituiu oficialmente o Internet Explorer, seu antecessor, em junho de 2022 (Imagem: Reprodução/Christiaan Colen/VisualHunt)

Planejamento vinha sendo traçado desde junho

Uma atualização no cronograma de lançamentos do Microsoft 365 indicou em junho que a companhia desenvolvia essa ferramenta, estimando a distribuição geral para o mês corrente. O registro detalhava a funcionalidade como um mecanismo complementar ao perfil Microsoft, acessível nas opções de conta e login.

Gestores de infraestrutura de TI têm a capacidade de gerenciar o bloqueio ou a liberação do acesso via Google em redes empresariais. Para isso, basta configurar a diretriz jurídica “NonMicrosoftAccountSignInEnabled” no Windows ou no macOS.

Funcionalidade foi rejeitada em 2020

A insistência por essa integração com o Google no Edge é antiga. Há seis anos, a gigante da tecnologia declarou que não pretendia embutir as ferramentas da concorrente de forma nativa no seu produto, ignorando o fato de que este era um dos pedidos mais frequentes da comunidade de usuários na ocasião.

Até a chegada desta atualização, quem dependia das informações de um perfil Google no Edge precisava cadastrar o e-mail manualmente simulando uma conta Microsoft, ou depender de ferramentas de pareamento pontual entre o Edge e o Chrome.

O que mais muda no Edge 150

O pacote de modificações altera também a dinâmica dos Workspaces, a ferramenta de organização e divisão de abas. O armazenamento desses dados foi migrado do OneDrive e SharePoint para o sistema nativo de replicação do próprio Edge. Além disso, a função que permitia dividir esses espaços de trabalho com outros contatos foi desativada.

A barra de ferramentas lateral do programa também começou a ser desidratada: o recurso de atrelar novos mini-aplicativos foi desativado, e a desenvolvedora sinalizou que as ferramentas atualmente ativas serão deletadas em um patch posterior. Consequentemente, as regras de gerenciamento corporativo voltadas à barra lateral perdem o efeito.

Por fim, a Microsoft alterou recentemente o cronograma de atualizações do Edge, passando a lançar grandes versões a cada quatorze dias, um modelo bem parecido com a estratégia que o Google aplica ao Chrome.

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