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Entenda a tecnologia por trás do chip da bola que salvou Portugal na Copa

FOTO: DIVULGAÇÃO/ADIDAS

O confronto eliminatório entre Portugal e Croácia, válido pelos 16 avos de final da Copa do Mundo e realizado nesta quinta-feira (2), já cruzava o tempo extra determinado pelo juiz quando Gvardiol balançou as redes, igualando o placar. Contudo, uma reviravolta inesperada aconteceu: um dispositivo tecnológico embutido na bola invalidou o tento, assegurando a permanência do time de Cristiano Ronaldo no torneio.

A justificativa técnica para o ocorrido reside nos sensores de Unidade de Medição Inercial (IMU) acoplados no interior da pelota, batizada de Trionda. Tais dispositivos conseguem captar os contatos mais leves na bola, operando a uma frequência de 500 Hz (enviando dados 500 vezes a cada segundo) diretamente para a cabine do VAR em tempo real.

Essa inovação faz parte do ecossistema batizado de Connected Ball Technology, concebido por meio de uma parceria entre a FIFA, a Adidas (responsável pela fabricação do equipamento) e a companhia Kinexus.

As métricas geradas por esse dispositivo são cruzadas com o mapeamento dos atletas feito pelas câmeras de monitoramento da arena, otimizando o trabalho dos juízes de vídeo na análise de lances irregulares.

No lance decisivo, foi justamente esse monitoramento que acusou um desvio quase invisível na cabeça do atleta croata Igor Matanović. O sutil toque serviu de base para que a equipe de arbitragem confirmasse a posição de impedimento de Pašalić no desenrolar da jogada, resultando na anulação do gol.

Integração entre Connected Ball Technology e informações de rastreamento de jogadores auxiliou na decisão de impedimento em jogo da Copa (Imagem: Divulgação/Adidas)

Gráfico semelhante a um eletrocardiograma

Se o método para sinalizar a irregularidade já era revolucionário, o modo de apresentar o veredito ao público também se destacou. A FIFA exibiu nas telas da transmissão um diagrama que lembrava batimentos cardíacos para marcar o milissegundo exato da interferência.

O registro visual comprovou que a interação entre a Trionda e o atleta da Croácia foi mínima, demonstrando que um raspão foi o bastante para ratificar a infração e carimbar o passaporte de Portugal para as oitavas de final, sem precisar disputar o tempo extra.

Gráfico indica a intensidade do contado do jogador croata com a bola (Imagem: Reprodução/FIFA Media)

Basquete segue o mesmo caminho tecnológico

As quadras da NBA também devem adotar uma tecnologia similar em breve. A liga norte-americana de basquete comunicou nesta quinta-feira que as próximas edições da Summer League introduzirão uma bola equipada com chip, capaz de identificar qualquer intervenção dos esportistas na redonda.

De acordo com a organização, a inclusão do microchip não compromete o peso ideal do acessório, tampouco altera a aderência ou a dinâmica de jogo.

“As estatísticas registradas pelo mecanismo vão subsidiar novas ferramentas para os juízes no futuro, como desvendar qual atleta teve o último contato com a bola antes de ela cruzar as linhas laterais ou de fundo, simplificando a definição de posses de bola duvidosas”, detalhou a liga em nota oficial.

Os suportes tecnológicos também foram determinantes para resolver uma jogada polêmica no embate entre França e Senegal pelo Mundial. Descubra se foi o chip da bola ou outro recurso que deu suporte ao árbitro daquela partida.

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