Tim Cook afirmou que o “RAMageddon” tornaria os reajustes “inevitáveis”. E agora eles chegaram.
A Apple elevou os preços de alguns modelos de MacBooks, iPads e HomePods. Os aumentos, aparentemente, não afetam os iPhones.
A notícia surge no meio de uma semana marcada por grandes promoções no varejo, como o evento Prime Day de verão da Amazon, e às vésperas da temporada de compras para o retorno às aulas. O timing pode complicar a vida de quem busca boas ofertas em produtos Apple.
O Wall Street Journal foi o primeiro a reportar os reajustes. Na manhã de quinta-feira, a loja online da Apple ficou fora do ar por alguns minutos e, ao retornar, os preços já haviam subido. O Journal identificou aumentos nos modelos de entrada do MacBook Air, MacBook Neo, MacBook Pro, iPad Air e iPad Pro. Reajustes em alguns modelos de HomePod também foram verificados.
Em nota à CNET, a Apple confirmou os novos preços, atribuindo a alta a um salto na demanda por memória e armazenamento, impulsionado pela expansão acelerada dos data centers de inteligência artificial.
“Nunca vimos um componente encarecer tanto, tão rapidamente”, afirmou a empresa. “Chegamos ao ponto em que precisamos começar a repassar esses custos a uma série de produtos, incluindo os aumentos de hoje para iPad e Mac.”
Na semana passada, o CEO Tim Cook havia declarado ao Wall Street Journal que a escassez de RAM, batizada de “RAMageddon”, tornaria os aumentos de preço “inevitáveis”.





