Embora o futebol mantenha seu posto como uma das grandes paixões nacionais, a maneira como o brasileiro consome o esporte passou por uma profunda metamorfose. De acordo com o estudo “Panorama do Futebol Brasileiro”, desenvolvido pela GMD, a experiência de torcer migrou da tradicional tela da TV para um ecossistema dinâmico e interconectado, composto por plataformas de streaming, redes sociais, criadores de conteúdo e videogames.
A pesquisa traçou o perfil de 875 praticantes de jogos eletrônicos de futebol — concentrados majoritariamente na faixa dos 18 aos 34 anos — e revelou um público intensamente conectado. Para esse torcedor da nova geração, assistir a um jogo é uma atividade multitarefa: ocorre em paralelo ao engajamento em redes sociais, ao consumo de memes, ao acompanhamento de influenciadores e à interação em comunidades virtuais.
A ascensão do streaming e o peso dos videogames
Um dos reflexos mais evidentes dessa mudança é a preferência pelos canais de transmissão digital. Ao serem perguntados sobre a plataforma favorita para assistir aos jogos, 35% dos participantes apontaram a CazéTV como sua principal escolha, posicionando o canal de streaming à frente de gigantes tradicionais da mídia, como Globo, ESPN e TNT Sports.
O levantamento também confirmou a forte sinergia entre os campos real e virtual:
- Fator de decisão: Para 67% dos entrevistados, a inclusão de clubes e atletas nacionais nos jogos de videogame é um fator decisivo na hora de comprar um jogo.
- Demanda de mercado: Apesar desse forte vínculo, grande parte dos jogadores avalia que as desenvolvedoras (publishers) ainda deixam a desejar no quesito suporte e estratégias de comunicação voltadas especificamente para o público do Brasil.
O papel dos criadores de conteúdo e o futuro do esporte
A influência dos creators consolidou-se como um pilar fundamental desse novo cenário. Conteúdos informais — como vídeos de react, análises táticas, cortes de melhores momentos e transmissões alternativas — deixaram de ser secundários e passaram a expandir o alcance do futebol, complementando a transmissão tradicional e aproximando o esporte do público jovem.
De acordo com a GMD, o futuro do consumo esportivo aponta para um caminho sem volta em direção a experiências digitais, acessíveis e multiplataforma. Essa evolução vai além da modernização tecnológica: trata-se de uma virada cultural na forma como as novas gerações vivenciam e se relacionam com o futebol.





