Após anos de incertezas, o projeto de Rei Conan (King Conan) finalmente saiu do papel. A aguardada continuação do clássico de 1982 foi classificada pelo próprio Arnold Schwarzenegger como “uma realidade”, com o início das gravações oficialmente agendado para o próximo ano.
“No próximo ano vamos fazer Rei Conan. Então isso é uma realidade agora e estou animado com isso”, celebrou o ator. “Pelos últimos 10 anos eu tenho dito: ‘Devemos fazer Rei Conan, devemos ter um roteiro incrível escrito, conseguir alguém que realmente entenda Robert E. Howard, que entenda a arte de Frank Frazetta, e dar continuidade ao legado.’”
Atualmente com 78 anos, Schwarzenegger argumenta que a sua idade avançada é, ironicamente, o fator principal que valida a existência do filme neste momento. A trama acompanhará um Conan envelhecido, que ocupa o trono há quatro décadas e precisa lidar com a decadência física e novas ameaças políticas.
Um guerreiro cansado e vulnerável
Segundo o astro, a proposta do roteiro exige o peso do tempo, algo que não teria o mesmo impacto se tivesse sido filmado logo após os primeiros longas:
- O peso da coroa: Após 40 anos de reinado, o protagonista estará cansado da burocracia do cargo e demonstrando certa complacência.
- O declínio físico: Longe de sua forma física ideal dos tempos de juventude, o rei vira alvo de inimigos que tentam destroná-lo.
- A grande inspiração: Schwarzenegger revelou que o tom do filme será muito semelhante ao do aclamado faroeste Os Imperdoáveis (1992), de Clint Eastwood, que aborda o retorno de um herói envelhecido à violência, mas adaptado para o universo de Conan com batalhas de proporções épicas.
Direção de peso e o resgate das origens
Os bastidores da produção também trazem nomes de destaque em Hollywood. Christopher McQuarrie, conhecido por comandar os quatro filmes mais recentes da saga Missão: Impossível, é o mais cotado para assumir o roteiro e a direção do longa. Schwarzenegger também revelou o desejo de trazer John Milius, o diretor do Conan, o Bárbaro original, para atuar como produtor executivo do novo filme.
A chegada de Rei Conan representa o cumprimento de uma promessa de mais de quarenta anos. Os desfechos de Conan, o Bárbaro (1982) e Conan, o Destruidor (1984) já indicavam o futuro do guerreiro como monarca. A clássica narração que encerrava o primeiro filme garantia ao público que a história de seu reinado seria contada — um compromisso que a produção agora se prepara para honrar.





