A crise de segurança na PlayStation Network (PSN) continua a fazer novas vítimas, gerando uma onda de reclamações que tomam conta das redes sociais. Recentemente, o conhecido apresentador de podcasts e proprietário do Last Stand Media, Colin Moriarty, utilizou o X (antigo Twitter) para revelar que também foi alvo dos criminosos.
Segundo Moriarty, os ataques são indiscriminados e miram “tanto jogadores proeminentes quanto aleatórios”. O caso dele chama a atenção pelo nível de exposição: o apresentador chegou a receber o aviso de outro usuário de que seria hackeado. A ameaça se cumpriu mesmo sem ele ter clicado em links suspeitos ou inserido suas credenciais em sites fora do ecossistema oficial da marca.
Para agravar a situação, o coapresentador do canal, Dustin Furman, recebeu uma mensagem direta vinda do perfil já invadido de Moriarty que dizia: “você é o próximo”. Ao tentar resolver o problema com a Sony, a resposta do suporte limitou-se a informar que removeria os dados do cartão de crédito da conta e que uma análise interna seria realizada no prazo de três semanas.
Como funciona a falha de segurança?
Esse tipo de invasão não é novidade; há meses usuários vêm alertando sobre o problema, incluindo relatos anteriores feitos pelo jornalista Nicolas Lellouche. Apesar disso, a dona do PlayStation ainda não implementou nenhuma correção efetiva e mantém um silêncio absoluto sobre o assunto.
A vulnerabilidade que os hackers estão explorando dentro da própria plataforma da Sony é assustadoramente simples:
- O invasor precisa apenas da ID da PSN da vítima.
- Ele obtém os dados de qualquer transação antiga daquela conta (como o número de um pedido ou os quatro últimos dígitos do cartão de crédito).
- Com essas informações, o criminoso entra em contato com o próprio suporte da Sony e solicita a troca do e-mail vinculado e a desativação da autenticação em duas etapas (2FA).
O silêncio da gigante japonesa diante dessa falha é ensurdecedor. Mesmo com o problema afetando desde jogadores comuns até celebridades do meio gamer, nenhuma mudança operacional ou reforço de segurança foi anunciado. A realidade é que, hoje, qualquer usuário está vulnerável.
Histórico de instabilidade e custos cada vez maiores
A infraestrutura online nunca foi o ponto forte da divisão PlayStation. Além da falta de proteção aos dados dos usuários, a PSN e a PlayStation Store sofrem com quedas constantes em seus servidores. Esses apagões frequentemente impedem milhares de pessoas de acessar o modo multiplayer ou realizar compras, deixando o serviço fora do ar por períodos que chegam a passar de 24 horas.
Somado aos problemas técnicos, o ecossistema tem imposto barreiras financeiras agressivas aos jogadores. O console PlayStation 5 segue com preços elevados, a PS Store brasileira passou a adotar o sistema de preços dinâmicos (gerando valores diferentes para o mesmo jogo) e a assinatura da PS Plus sofreu seu segundo reajuste de preço em apenas um ano. No cenário atual, manter o hobby dos videogames tem se tornado uma tarefa cada vez mais complexa e cara.





