Um experimento realizado pelo modder Retropierdolnik trouxe novas evidências para um debate antigo: o hardware do PlayStation 5 é perfeitamente capaz de rodar títulos do PS3. Utilizando o emulador RPCS3 diretamente no console da Sony, ele demonstrou o jogo Motorstorm Pacific Rift rodando com performance excelente, sinalizando que a ausência de retrocompatibilidade nativa é uma decisão de software, e não uma limitação técnica.
O caminho para a emulação
A prova de conceito só foi possível graças a uma ferramenta desenvolvida por Andrew Nguyen, que permite a instalação do sistema operacional Linux no PS5. É importante observar alguns detalhes técnicos e éticos do processo:
- Restrições: O procedimento exige versões antigas e específicas do software de sistema do console.
- Termos de Uso: A modificação viola diretamente o contrato de garantia e uso da Sony.
- Execução: Com o Linux operando no hardware, foi possível instalar o emulador e executar o game com fluidez.
Hardware vs. Software
Embora o desempenho sólido não seja uma surpresa técnica — dado que o PS5 está duas gerações à frente do PlayStation 3 —, o teste possui um forte peso simbólico. Ele reforça a tese de que o PS5 possui os recursos necessários para a emulação local, mas falta à Sony o desenvolvimento de uma camada de software oficial para viabilizar o recurso para o público geral.
Estratégia da Sony
A demonstração levanta questões sobre o modelo de negócios da fabricante. Atualmente, a estratégia da Sony para o catálogo clássico foca no PS Plus Premium e no cloud gaming (nuvem). Ao optar por esses serviços, a empresa direciona os jogadores para assinaturas em vez de investir em emulação nativa, permitindo o acesso a títulos antigos sem que o processamento ocorra diretamente no hardware do usuário.





