A indústria automotiva chinesa parece ter encontrado um novo nicho de mercado: o de veículos futuristas que rompem as fronteiras entre terra e mar. Após a repercussão do Yangwang U8, o SUV flutuante da BYD, a Jetour (braço do Grupo Chery) elevou o nível da competição com o lançamento do G700 Ark Edition.
O modelo não é apenas um utilitário híbrido, mas sim o primeiro concorrente direto do gigante da BYD capaz de se transformar em um barco funcional. Em uma exibição recente no Lago Yanqi, em Pequim, o SUV não apenas flutuou, mas navegou com precisão, provando que sua versatilidade vai muito além de atravessar poças profundas ou enfrentar enchentes.
Tecnologia: Como o SUV navega?
A transição do asfalto para a água no G700 Ark Edition é fruto de uma engenharia complexa. Ao ativar o modo náutico, o conjunto mecânico — composto por um motor 2.0 turbo híbrido plug-in e dois propulsores elétricos — deixa de tracionar as rodas para acionar hélices integradas.
Para garantir que o veículo não tombe ou perca o rumo, a Jetour instalou um sistema giroscópico de estabilidade. Embora a fabricante destaque que a função foi desenvolvida primariamente para situações de emergência e resgate, o apelo recreativo de um carro anfíbio de luxo é inegável.
Potência que impressiona no asfalto
Mesmo quando está com os pneus no chão, o Jetour G700 ostenta números de superesportivo. Confira os dados técnicos:
- Potência Combinada: 904 cv
- Torque: 116 kgf/m
- Aceleração (0-100 km/h): 4,6 segundos
- Capacidade Off-road: Três bloqueios de diferencial para terrenos severos.
A parte elétrica é alimentada por uma bateria CATL de 31,4 kWh, que permite rodar até 150 km em modo puramente elétrico. Um dos grandes trunfos é a velocidade de recarga: o SUV recupera de 20% a 80% da energia em apenas 10 minutos.
O futuro da mobilidade (ou do lazer)
Com porte robusto que remete ao icônico Toyota Land Cruiser 300, o Ark Edition redefine o que se espera de um SUV de luxo. Ao unir o desempenho de um off-road extremo com a capacidade de navegação, a Jetour não apenas desafia a BYD, mas abre um debate sobre se estamos diante de uma evolução da segurança veicular ou apenas do nascimento de um novo tipo de “brinquedo” para bilionários.





