Uma análise recente publicada pelo jornal Earth trouxe detalhes fascinantes sobre o asteroide Bennu. O estudo, liderado pelo pesquisador Mehmet Yesiltas, revelou que a água não apenas esteve presente no corpo celeste, mas percorreu canais estreitos que fragmentaram o material do objeto em zonas químicas distintas.
Essa descoberta é fundamental para a ciência, pois explica como certas regiões frágeis, ricas em carbono, conseguiram sobreviver intactas, enquanto outras áreas evoluíram para formar minerais mais resistentes. O estudo prova que o Bennu não é um bloco uniforme; ele é um registro geológico complexo de ambientes e processos variados que ocorreram ao longo de milênios.

As imagens que compõem esta animação foram capturadas ao longo de cerca de quatro horas em 4 de dezembro de 2018, durante a primeira passagem da OSIRIS-REx sobre o polo norte de Bennu. Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona
A Divisão em Três Zonas
Ao investigar os fragmentos, a equipe de Yesiltas identificou que a água atuou de forma seletiva, criando três áreas bem definidas em vez de uma mistura homogênea:
- Zona de Carbono Simples: Composta por cadeias básicas de carbono que não sofreram grandes alterações.
- Zona de Interação Hídrica: Uma região rica em minerais formados especificamente pela presença prolongada de água.
- Zona de Preservação: Uma área que contém materiais carbonáceos sensíveis, que teriam se degradado se tivessem tido contato direto com a água, provando que o líquido passou por camais específicos e não inundou o objeto por completo.
Destaques da Pesquisa
- Formação de Minerais: O fluxo de água permitiu que o asteroide produzisse novos compostos, como o enxofre.
- Sobrevivência de Materiais: A forma como a água foi canalizada permitiu que substâncias orgânicas sensíveis fossem preservadas até hoje.
- Histórico Geológico: A diversidade dessas zonas permite aos cientistas mapear com precisão a trajetória e as transformações sofridas por esse corpo celeste desde sua origem.
Resumo para leitura rápida: Novas análises das amostras do Bennu indicam que a água alterou o asteroide de forma desigual. Através de canais estreitos, o líquido transformou algumas áreas em novos minerais (como enxofre), enquanto deixou outras regiões ricas em carbono completamente intocadas. Essa “divisão química” ajuda a explicar como materiais tão frágeis e tão resistentes coexistem no mesmo objeto espacial.





