Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), liderados por Flavio P. Veras, desenvolveram um método inovador que utiliza o ultrassom para inativar vírus respiratórios. O estudo, destacado na revista Nature, demonstra que ondas sonoras de alta frequência conseguem desestruturar patógenos como o SARS-CoV-2 e o H1N1 de forma segura.
Como funciona a tecnologia?
Diferente das abordagens convencionais que utilizam fármacos, o ultrassom atua por mecanismo físico. Através da ressonância mecânica, as ondas sonoras vibram as partículas virais até romper sua integridade.
- Ação Direta: O alvo são as moléculas do vírus, que sofrem fragmentação e redução de tamanho.
- Preservação Celular: Por não utilizar calor (termia) ou radiação, o processo não danifica as células saudáveis ao redor.
- Estabilidade: Os testes mostraram que o pH e a temperatura do ambiente permanecem constantes, garantindo um tratamento controlado.
Principais Descobertas
Os experimentos utilizaram frequências entre 3 e 20 MHz — faixas comuns em equipamentos médicos de diagnóstico — e apresentaram resultados promissores:
- Perda de Infectividade: Após a exposição, os vírus perderam a capacidade de invadir células.
- Versatilidade: Embora testada no Coronavírus e na Influenza, a técnica tem potencial para combater qualquer vírus com estrutura esférica similar.
- Segurança: A abordagem elimina a dependência exclusiva de reações químicas ou respostas imunológicas, oferecendo um caminho menos invasivo.
Resumo dos Pontos-Chave
| Aspecto | Descrição |
| Agente Inativador | Ondas de ultrassom (ressonância mecânica). |
| Vantagem Principal | Não utiliza radiação ou calor, protegendo tecidos saudáveis. |
| Vírus Testados | SARS-CoV-2 e Influenza A (H1N1). |
| Resultado Físico | Fragmentação e destruição da estrutura viral. |
| Futuro | Potencial para tratamentos físicos, seguros e de baixo impacto ambiental. |





